mynurseapp

Vigie a sua Gravidez | Diabetes

Diabetes Gestacional (DG) define-se como um subtipo de intolerância aos hidratos de carbono diagnosticado ou detectada pela primeira vez no decurso da gravidez.

O diagnóstico da diabetes durante a gravidez tem um impacto significativo em vários aspectos da saúde materno-infantil e na saúde futura da mulher:

  1. Redução da morbilidade materna e da morbi-mortalidade perinatal (controlo da glicemia durante a gravidez diminui as complicações maternas e a mortalidade e morbilidade perinatais)
  2. Identificação de mulheres com risco acrescido de diabetes
  3. Programação fetal intra-uterina (Alguns estudos observacionais têm evidenciado uma forte relação entre obesidade e hiperglicemia durante a gravidez e a possibilidade dos filhos virem a desenvolver obesidade e diabetes tipo 2 em fases tardias da vida. Não está provado que o tratamento da hiperglicemia materna reduza o aparecimento de alterações da tolerância à glicose nos descendentes. No entanto, trata-se de uma área de grande empenhamento científico sendo os conhecimentos actuais suficientes para o desenvolvimento de programas de vigilância e prevenção nesta população.)

É importantíssimo fazer uma vigilância da tolerância do seu organismo à glicose durante o período de gestação. Muitas são as mulheres que sentem náuseas e grande desconforto durante a realização desta prova.

Na MyNurse pode realizar o teste de tolerância à glicose na gravidez no conforto de sua casa. Não hesite em agendar online a sua PTOG em www.mynurse.pt 

Fontes: Revista Portuguesa de Diabetes (2017); DGS, Norma 007/2011

Aprender a cuidar de mim: idosos e sexualidade

Aprender a cuidar de mim, seja em que idade for é muito importante, e não nos podemos deixar inibir pela dificuldade do tema ou pelo embaraço que eventualmente possamos sentir ao falar de assuntos mais íntimos. É fundamental estarmos informados e atentos, especialmente quando se tratam de temas sensíveis que poderão ter consequências vitais para cada um de nós.

Durante a 1.ª Reunião de Sócios da Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA, o Dr. Francisco Allen Gomes fez uma intervenção subordinada ao tema “Vamos falar sobre sexo com os nossos doentes: que abordagem?” onde afirmou: “No caso dos idosos, a abordagem da sexualidade deve ser parte integrante da consulta e o profissional de saúde deve falar deste tema exatamente da mesma forma que o faz com uma pessoa mais jovem” e destacou “a necessidade de existir uma disponibilidade temporal dos técnicos de saúde, que não se pode limitar “a uns meros 15 minutos”.

A sexualidade e o envelhecimento é, como mencionou, um tema que está mais liberto de tabus e preconceitos e é abordado com mais abertura a diversos níveis. “Mas como é que o médico fala de sexo às pessoas idosas?”, questionou.

Segundo explicou, “o profissional deve estar à vontade com as temáticas da sexualidade. É importante que faça perguntas francas e diretas, sem rodeios nem metáforas; que tenha em atenção que sem questões não há respostas nem queixas; que perceba se há ou não atividade sexual e se esta é satisfatória; e que dê conselhos simples”.

O médico deve lembrar-se que “a doença física e mental e os seus tratamentos são os responsáveis por uma grande parte das dificuldades sexuais dos idosos e ter em atenção para não ser iatrogénico, através de Intervenções terapêuticas precipitadas e insensatas. O médico deve ser proativo no detetar de problemas, mas sem ser intrusivo, respeitando sempre as opções individuais de cada pessoa”.

Francisco Allen Gomes fez, ainda, referência ao aumento progressivo de pessoas heterossexuais com idade superior a 45 anos infetadas com o vírus VIH.

Citando números a que teve acesso, salientou que 25% dos novos casos notificados ocorrem em pessoas com 50 anos ou mais e 6,5% em pessoas com mais de 65 anos. “Verifica-se, de facto, que a cada ano, há uma acentuação da tendência do envelhecimento da população infetada com VIH, sendo importante ter em atenção o grupo das pessoas com mais de 70 anos.”

O evento, que decorreu em Aveiro, esteve subordinado ao tema: “Infeção pelo VIH – A importância do diagnóstico precoce (dos cuidados de saúde primários aos centros de referência)”.

 

camisinha-109-1024x682

Fonte Artigo publicado na edição de maio do Jornal Médico, no âmbito de um Especial dedicado à 1.ª Reunião de 2016 da APECS – Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA

Medicina Chinesa: O que é e para que serve

Por David Ribeiro                                                                                                                                Médico de Medicina Tradicional Chinesa

A Medicina Chinesa, com cerca de 5 mil anos de existência, é uma das mais antigas formas de medicina praticada no mundo, tendo 2 mil anos de literatura escrita.

É uma medicina energética baseada no princípio de que o Qi (Energia) circula no organismo através de canais específicos. Estes canais são os meridianos, que percorrem o corpo, possuindo pontos (acupontos), que ao serem punturados equilibram a circulação energética de todo o organismo. A doença é vista pela Medicina Chinesa como um desequilíbrio energético.

Na consulta, segundo uma abordagem holística e através dos 4 métodos de diagnóstico: observação da língua, auscultação, palpação do pulso e história Clínica (Anamnese), estabelece-se o diagnóstico energético personalizado do paciente, podendo posteriormente, prescrever-se o tratamento mais adequado.

As técnicas mais importantes de tratamento na medicina chinesa são: a Acupuntura, a Fitoterapia Chinesa, a Dietética Chinesa, a Moxabustão, o Tuiná, a Auriculoterapia, a Ventosoterapia, a Electroestimulação, e exercícios como o Qi-Gong e o Tai-Chi.

A mais divulgada, no Ocidente, é a Acupuntura que consiste na aplicação de finas agulhas, descartáveis, em pontos específicos do corpo para se obter diferentes efeitos terapêuticos de acordo com cada caso clínico. Nesta técnica está incluída a auriculoterapia (aplicação de agulhas no pavilhão auricular).

A Fitoterapia Chinesa, menos conhecida, mas tão ou mais importante que a Acupuntura, consiste na conjugação de plantas medicinais chinesas em fórmulas que podem ser apresentadas sob a forma de gotas, comprimidos ou cápsulas, bem como chás ou cremes. São na maioria dos casos associadas ao tratamento de acupuntura, potenciando os seus resultados.

A Moxabustão consiste na aplicação de calor, por intermédio de um charuto ou cone de artemísia em pontos anatómicos específicos.

O Tuiná emprega técnicas de massagem para estimular ou dispersar os pontos dos meridianos do paciente, visando o equilíbrio do fluxo de energia por estes canais.

A Ventosoterapia técnica milenar adotada em diversas correntes da medicina tradicional que emprega ventosas.

A Eletroacupuntura (EA) é uma forma de acupuntura, em que pares de agulhas de acupuntura são ligados a um dispositivo que gera uma corrente elétrica entre elas. A EA é utilizada para potenciar efeitos terapêuticos ou analgésicos.

Atualmente, a medicina chinesa está em franca expansão por todo o mundo, sendo reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em diversas patologias, entre as quais: ciática, reumatismo, tenossinovite, nevralgia do trigémeo, lombalgias, dores articulares, torcicolo, má posição fetal, insónias, alcoolismo, obstipação, bronquite, asma, pneumonia, sinusite, rinite, tosse, gripe, cefaleias, enxaquecas, hemorroidas, úlcera péptica, disfunção biliar, pielonefrite, diabetes mellitus, hipertensão arterial, celulite, obesidade, acne, dermatite, incontinência uretral e fecal, síndrome de ménière, depressão, neuroses psíquicas, tonturas e vertigens, tinnitus (zumbidos), otites, problemas menstruais, impotência sexual, menopausa, prostatite, doença de crohn, angina de peito, entre outras.

mynurse_acupuntura_6 mynurse_acupuntura_5 mynurse_acupuntura_1mynurse_acupuntura_3

Aprender a alimentar-me bem: fazer a escolha acertada dos hidratos de carbono

Todos nós queremos o melhor para a nossa saúde.

Sabemos que a maior parte das doenças e de outras condições que nos retiram qualidade de vida têm origem nas escolhas erradas que fazemos, sejam elas conscientes ou inconscientes.

A alimentação está na base da saúde e da doença

Temos a noção de que as gorduras animais são muito prejudiciais à nossa saúde. No entanto, devemos perceber que os hidratos de carbono simples, como os açúcares e todos os alimentos processados, provocam danos ainda maiores no nosso organismo.

Os hidratos de carbono são essenciais às necessidades energéticas diárias do nosso organismo, mas nem todos os hidratos de carbono são iguais e devemos aprender a fazer as escolhas mais saudáveis.

Vamos aprender a escolher os hidratos de carbono melhores para a saúde

Para percebermos como funciona a digestão dos hidratos de carbono devemos saber o que é o índice glicémico.

O índice glicêmico é um indicador da velocidade com que o açúcar presente num alimento chega à corrente sanguínea.

Desta maneira, para controlar o apetite basta comermos sempre alimentos com baixo índice glicémico nos acompanhamentos da refeição, porque mantém o sangue com um mínimo de açúcar e por isso a fome não surge tão rapidamente depois de uma refeição.

Hidratos de carbono simples

Os hidratos de carbono simples são rapidamente absorvidos e digeridos pelo nosso organismo. Isto faz com que os índices glicémicos fiquem mais altos fruto da absorção dos hidratos de carbono simples.

Os alimentos que contêm mais hidratos de carbono simples são os alimentos refinados, os processados e os alimentos “Light”. Por outras palavras, estes alimentos são manipulados e por isso são feitos à base de ingredientes artificiais como os corantes, adoçantes, emulsionantes e estabilizadores, além de serem submetidos a altas temperaturas, o que destrói os nutrientes e os minerais.

Temos o exemplo dos bolos embalados, os alimentos de longa duração, os snacks salgados, as bolachas recheadas, as massas instantâneas, o pão branco, os molhos, as massas brancas, as gomas, os refrigerantes, os sumos e tantos outros produtos que enchem as prateleiras dos supermercados e mercearias.

mynurse_carbohidratos_7Normalmente, tratam-se de alimentos que contêm muito sal, muita gordura e muito açúcar, criando, para quem os consome, a ilusão de saciedade, devido ao elevado valor calórico que contêm mas, na verdade, não têm valor nutricional.

O açúcar mais consumido no mundo é o refinado ou açúcar branco. O que acontece nos processos de refinação é que são adicionados químicos, como o enxofre, que tornam o produto branco e delicioso, mas são retirados os nutrientes tais como os sais minerais e as vitaminas.

Há estudos que provam que os açúcares criam dependência e que têm vários efeitos negativos para o nosso organismo, tais como:

  • Afecta o sistema imunitário, reduzindo as nossas defesas naturais
  • Altera o equilíbrio hormonal e enfraquece os ossos, porque interfere na absorção de cálcio e magnésio
  • Provoca um aumento rápido de adrenalina, de ansiedade, de hiperactividade, dificuldade de concentração e irritabilidade, sobretudo nas crianças
  • Provoca a perda de elasticidade e funcionalidade dos tecidos dos nossos órgãos
  • Provoca desidratação
  • Alimenta as células cancerígenas
  • Provoca o aumento de peso e obesidade
  • Provoca problemas gastrointestinais nos dentes e nas gengivas
  • Contribui para a diabetes e para as doenças cardiovasculares, como a hipertensão
  • Danifica os rins, o pâncreas e o fígado promovendo as doenças crónicas e degenerativas, entre outras.

Podemos concluir que os hidratos de carbono simples não são uma boa opção!

Hidratos de carbono complexos

A escolha mais saudável e nutritiva são os hidratos de carbono complexos, porque são digeridos lentamente pelo nosso organismo, apresentando índices glicémicos mais baixos, favoráveis à nossa saúde.

Os alimentos com o maior valor nutricional são os alimentos que se apresentam como a natureza nos oferece.

Temos vários exemplos como os cereais integrais, a aveia integral, a quinoa, o trigo, as leguminosas secas (feijão, grão, lentilhas), o arroz, a massa integral, pão integral, os vegetais e a fruta.mynurse_carbohidratos_4

A escolha de hidratos de carbono complexos na nossa alimentação torna-nos mais saudáveis.

 

 

Aprender a sentir-me bem: Alongar

Os alongamentos musculares promovem o bem-estar físico e mental em todas as idades.

Aliviar as tensões do dia-a-dia, ajudar a eliminar as toxinas que o corpo produz, reduzir o stress físico e a possibilidade de contrair lesões, bem como ativar a circulação sanguínea são alguns exemplos do que os alongamentos podem fazer por si.

Em teoria, o alongamento é uma técnica utilizada para manter ou aumentar a flexibilidade dos músculos e dos movimentos, mas a sua prática traz muitos mais benefícios! Quer tenha uma vida mais sedentária ou pratique uma atividade física intensa regular só tem a ganhar com esta medida. Na realidade, quer um grupo quer o outro acaba por perder a sua flexibilidade, graças ao encurtamento das fibras musculares (provocado quer pela ausência de exercício, quer por exercícios muito intensos), levando a uma maior probabilidade de desenvolvimento de problemas nos ossos e músculos.

Numa altura em que o sedentarismo está entre as principais causas de morte em todo o mundo, vários estudos vêm demonstrar que a prática regular de exercícios de alongamento ajuda na prevenção de doenças.

Por todas estas razões, a MyNurse aconselha-o a dispensar 10 minutos do seu dia para alongar.

mynurse_alongamentos_3De acordo com Bob Anderson, o especialista em alongamentos mais conhecido em todo o mundo, o alongamento é uma forma simples e indolor de nos prepararmos para o movimento. Movimento esse que pode ser uma simples tarefa do quotidiano como atar os sapatos, por exemplo.

O importante é que alongue antes e depois de uma atividade física, mas também em diversos momentos do seu dia. Pela manhã ao acordar, no trabalho para aliviar tensões, após estar sentado ou de pé durante um período prolongado, ou quando se sentir tenso, por exemplo.

 

 

Como devo alongar?

Os alongamentos devem começar com suavidade, não devendo ir para lá do ponto onde começar a sentir uma pequena tensão. É importante que relaxe e que se sirva da sua própria respiração para realizar todos os movimentos. A respiração deve ser lenta, ritmada e controlada. “Não prenda a respiração enquanto estiver alongado”, refere Bob Anderson.

Após sentir que a tensão diminuiu, aumente o alongamento delicadamente até obter uma sensação mais intensa. Mantenha a postura e repita.

Repita estes exercícios todos os dias e veja a sua condição física e mental melhorar.

mynurse_alongamentos_2

Experimente alongar com frequência e partilhe connosco a sua experiência!

Quero saber mais sobre: Psoríase

A psoríase é uma doença crónica da pele, não contagiosa, que pode surgir em qualquer idade e que afecta 1 a 3% da população. O seu aspecto, extensão, evolução e gravidade são muito variáveis, caracterizando-se, geralmente, pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afectam preferencialmente os cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo. Nos casos mais graves, estas lesões podem cobrir extensas áreas do corpo. As unhas são também frequentemente afectadas, com alterações que podem variar entre o quase imperceptível e a sua destruição.

tratamentos-para-psoriase-no-couro-cabeludo-1-640-427

Cerca de 10% dos doentes desenvolvem artrite psoriática. Esta traduz-se por dor e deformidade, por vezes bastante debilitante, de pequenas (mãos e pés) ou grandes (membros e coluna) articulações.
A origem da psoríase não está totalmente esclarecida, embora se saiba que é geneticamente determinada e envolva alterações no funcionamento do sistema imunitário, que provocam inflamação e aumento da velocidade de renovação das células da epiderme (camada mais superficial da pele).

O facto de ser geneticamente determinada não implica que a hereditariedade de pais para filhos seja obrigatória. Contudo, verifica-se uma maior probabilidade de aparecimento da doença em pessoas que tenham familiares portadores da mesma.

Uma vez que existem múltiplas doenças cutâneas que também se manifestam com lesõespsoriase vermelhas e descamativas, eventualmente afectando as localizações típicas da psoríase, o diagnóstico deve ser sempre estabelecido pela observação clínica por um dermatologista. Em alguns casos poderá ser necessária a confirmação com biópsia de pele.

Existem diversos tipos de psoríase, classificados de acordo com o seu aspecto clínico.
Os mais importantes são: Psoríase no couro cabeludo; Psoríase em placas ou psoríase vulgar; Psoríase gutata; Psoríase inversa; Psoríase eritrodérmica e Psoríase com Pústulas
Não existe uma cura definitiva para a psoríase, mas sim um conjunto variado de tratamentos, cujo uso isolado ou em associações permite controlar os sintomas na maioria dos casos. Cada doente tem a sua especificidade, pelo que estas terapêuticas devem ser usadas criteriosamente, de acordo com as indicações adequadas para cada caso e respectiva fase de evolução e com respeito pelas regras de segurança, para evitar eventuais efeitos secundários ou agravamento da própria doença.
Terapêuticas Tópicas (aplicação de loções, cremes ou pomadas sobre a pele)
Emolientes e queratolíticos: O seu uso regular é importante para o controlo da descamação, constituindo um importante complemento para os restantes tratamentos.
Corticosteroides tópicos: Muito eficazes no controlo das lesões. Existem com diferentes níveis de potência, adequados para diferentes situações e áreas do corpo. Para evitar efeitos secundários não devem ser usados de forma continuada.
Análogos da vitamina D: Interferem no ciclo de renovação celular, controlando a descamação.
Outros: Alcatrão, ditranol.
Sol
A helioterapia é sem dúvida o meio de tratamento mais barato e acessível. A exposição à luz solar (espectro ultravioleta) induz uma melhoria na maioria dos casos. Contudo, esta deverá ser feita com moderação, uma vez que as queimaduras solares agravam a psoríase.
Fototerapia
Exposição da pele a fontes artificiais de luz ultravioleta (UV) em sessões regulares, com doses de UV adequadas a cada doente e durante períodos predeterminados. Na fototerapia UVB é usado o espectro de radiação UVB e a na PUVA é necessária a aplicação local ou por via sistémica de um agente sensibilizaste à luz UVA (psoraleno).
Medicamentos sistémicos (via oral ou injectáveis)
Usados nos casos mais gravmelhores-tratamentos-para-psoriase-3-640-427es ou resistentes ao tratamento. Implicam um acompanhamento médico minucioso.
Retinoides: normalizam a proliferação e diferenciação das células da epiderme. As mulheres em idade fértil só os podem usar se forem estabelecidas medidas de contracepção rigorosas, por risco de malformações no feto.
Metotrexato e ciclosporina: interferem com mecanismos inflamatórios e imunitários na base da doença.
Agentes biológicos (Etanercept, Adalimumab, Infliximab): Actuam selectivamente sobre determinados componentes do sistema imunitário. Representam a área em que se verificaram os progressos mais recentes.

Lesões cutâneas vermelhas e descamativas, ocupando as regiões dos copsoriase-e1427399641750tovelos, joelhos, região lombar ou couro cabeludo, sem sintomatologia significativa (dor, “comichão”), sobretudo se associadas a alterações das unhas ou queixas articulares, sugerem a hipótese de diagnóstico de psoríase.

Contudo, um diagnóstico definitivo deve ser sempre efectuado por um dermatologista, uma vez que existem diversas patologias cutâneas com características semelhantes, mas cujo tratamento é muito diferente.

 

A Psoríase não é contagiosa, não se transmite por contacto. Ninguém “apanha” psoríase pelo toque, ao compartilhar roupas ou objetos ou dormir na mesma cama. É importante que pacientes, familiares e amigos saibam disso. Ajuda a combater o preconceito.

 

psoriase-1

 

As informações disponibilizadas neste artigo não substituem o papel do médico.
Cada caso é um caso e o seu médico-dermatologista será sempre o seu melhor conselheiro.

Para mais informações e apoio no caso de psoríase visite a Associação Portuguesa de Psoríase

Síndrome pós-férias… o que fazer para o ultrapassar

Estudos internacionais garantem que, em média, 40% das pessoas manifesta tristeza, irritabilidade, cansaço e alterações no apetite e no sono após um período de descanso.

Investimos tanto do nosso tempo a planear as nossas férias. Fizemos tudo para aproveitá-las ao máximo e, depois, num ápice, acabam! Como que por magia, todos os seus efeitos terapêuticos parecem desaparecer mal regressamos à vida do dia-a-dia.

Kathleen Hall, fundadora do The Stress Institute, um organismo que estuda o fenómeno nos Estados Unidos da América, também autora de livros como «Life in Balance» e «Alter your Life: Overbooked? Overworked? Overwhelmed?», explica-nos o porquê e quem mais sofre com esta perturbação que se manifesta no pós-férias:

Stress Pós-Férias.. Reacção Natural?

O stresse que costuma marcar o regresso ao trabalho envolve uma reação, muitas vezes difícil, de adaptação ao dever, em oposição ao lazer registado durante as férias. De acordo com Kathleen Hall, embora não exista muita  investigação sobre este problema, já que a maior parte das pesquisas concentra-se nos  benefícios psicológicos e para a saúde que as férias nos trazem, trata-se de uma  perturbação muito comum e natural.

«O nosso organismo abrandou durante as férias e o corpo desenvolve um ritmo novo, mais lento, do qual gosta muito mais. Recarregamos baterias ao nível físico e emocional e é normal que nos mostremos resistentes a acelerar novamente. Não fomos  programados para viver a um ritmo tão rápido e o nosso corpo e a mente tentam dizer-nos isso mesmo», explica a especialista.

A ansiedade e tristeza sentidas no regresso à rotina serão tanto maiores quanto mais longo for o período de férias, salienta ainda Kathleen Hall. Muitos especialistas aconselham, por isso, as pessoas mais propensas a este tipo de stresse para, em vez de fazerem períodos de férias muito prolongados, tirarem menos dias de férias… mais vezes!

Quem sofre mais?

Segundo a fundadora do The Stress Institute, a nível geral, as mulheres serão mais lesadas pelo stresse pós-férias, porque veem-se confrontadas com o trabalho que ficou por fazer. As mulheres costumam ver-se submergidas de imediato num sem número de tarefas domésticas associadas ao regresso a casa, grande quantidade de roupa para lavar e arrumar, compras para fazer, refeições para preparar e, em simultâneo, todas as obrigações associadas ao retorno ao emprego.

Mas não são só os adultos que sofrem. As crianças também são afetados pelo fim das férias. Como alerta Kathleen Hall, «depois de um período de relaxamento, os mais novos podem sentir-se cansados, mal-humorados e com dificuldade em levantar-se cedo. O apetite diminui e a memória pode tornar-se mais lenta. No entanto, esta é uma situação apenas temporária, de adaptação».

pós-férias

De que forma podemos prolongar os benefícios dos dias de descanso e não nos deixarmos derrotar pelo stresse pós-férias?

A Dra. Maria do Carmo Oliveira, Psicologa e fundadora do Clube Optimisto, refere que “o regresso ao trabalho, com a consequente passagem da tranquilidade para a agitação diária, poderá gerar alguma ansiedade. O nível de ansiedade sentido depende da forma como o trabalho é percepcionado: do grau de descontentamento que tem relativamente ao emprego, ou do grau de incerteza, do nível de exigência que sente existir no seu trabalho, mas também do relacionamento quem mantém com os restantes colegas.

Neste período, para além do regresso à rotina do trabalho, muitas famílias deparam-se ainda com a necessidade de articular os seus horários com os horários escolares dos filhos.

Até que a rotina da vida familiar seja restabelecida surge sempre alguma ansiedade. No entanto, o regresso ao trabalho não tem de ser necessariamente uma fonte de emoções negativas. A Dra Maria do Carmo Oliveira deixa-nos aqui várias estratégias que nos poderão ajudar a readaptarmo-nos ao ritmo de trabalho e a sentirmo-nos entusiasmados:

Programe a adaptação aos horários e rotinas com alguns dias de antecedência. Comece a deitar-se  progressivamente mais cedo, organize a sua casa, faça algumas tarefas que lhe permitam fazer uma transição mais suave do período de férias para o período de trabalho.

Programe um fim-de-semana fora, algo que o entusiasme, para algumas semanas depois de ter regressado ao trabalho.

Marque no seu calendário períodos em que poderá fazer pequenas pausas e programe o que irá fazer nesses períodos. Ao fazê-lo irá antecipar mentalmente esses momentos, o que contribuirá para sentir aquilo a que se chama o fenómeno da alegria antecipada.

Transforme o fim das férias num momento de alegria. Faça um jantar com amigos, partilhem as vossas experiências de férias, recordem os momentos divertidos, partilhem fotos.

Procure incluir na sua agenda semanal algo que seja para si um gerador de emoções positivas. Algo para fazer que lhe dê prazer, (increva-se no ginásio, em aulas de dança, natação, pintura, marque um dia para ir fazer jogging com amigos, etc.)

Leve consigo para o trabalho algo que o faça recordar emoções positivas que viveu no período de férias. Coloque uma foto das férias no ambiente de trabalho no computador.

Programe o seu primeiro dia de trabalho de modo a fazer algo que seja importante. Ao fazê-lo irá sentir o dia como mais gratificante e útil.

No primeiro dia levante-se um pouco mais cedo. Tome um pequeno almoço de que goste realmente com calma, e vá com alguma antecedência. Assim começará o dia de trabalho de forma mais calma, sem que o stress o afecte.

Faça uma pausa e recorra à sua imaginação, para o ajudar a sentir-se tranquilo sempre que sinta que está a ficar stressado. Reveja, mentalmente, um momento muito agradável que viveu no período de férias. Reveja-o ao pormenor como se estivesse a vivê-lo novamente. O nosso cérebro não distingue imaginação de realidade, pelo que, ao fazê-lo, irá sentir-se mais tranquilo.

Leve uma ideia nova para o local de trabalho. Algo que possa ser um contributo positivo para a sua  empresa.

Contribua para criar um bom ambiente de trabalho. Fale com os colegas de forma simpática, energética, motivada. Elogie com mais frequência. Crie momentos de humor saudável.

Envie uma mensagem de energia para os seus colegas ou vá um pouco mais cedo e deixe nas secretárias dos seus colegas uma mensagem positiva.

Se ainda se sentir desmotivado pense: “Afinal, vou regressar ao trabalho porque tenho emprego e isso é de certeza muito positivo.” A seguir sorria, eleve a postura, e siga para o emprego, não com cara de 2ª feira, mas sim com cara de quem tem algo para comemorar. (lembra-se como se sentiu quando o seleccionaram para o seu 1º emprego?) Antes de sair de casa olhe-se ao espelho e diga para si mesmo:

“Hoje vai ser um dia fantástico!”

Férias

Acordo europeu pretende dar aos médicos e fisioterapeutas igualdade profissional

Um acordo à escala europeia torna fisioterapeutas e médicos parceiros na prestação de cuidados de saúde de qualidade.Sarah Bazin, presidente da região europeia da World Confederation for Physical Therapies, assinou um acordo com a organização de médicos europeus, numa reunião em Bruxelas no início deste ano.”O objetivo central é elevar o perfil da fisioterapia e de outras organizações profissionais, trabalhando no sentido do que temos alcançado no Reino Unido”, disse Sarah BazinO “memorando de entendimento” compromete as duas profissões a trabalhar em parceria para melhorar os direitos dos doentes, cuidados de saúde, e educação continuada e desenvolvimento profissional, com vista à autonomia da profissão e o acesso mais precoce à Fisioterapia.

Fonte: Chartered Society of Physiotherapy  (ler mais)

bazin