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Quero saber mais sobre: Psoríase

A psoríase é uma doença crónica da pele, não contagiosa, que pode surgir em qualquer idade e que afecta 1 a 3% da população. O seu aspecto, extensão, evolução e gravidade são muito variáveis, caracterizando-se, geralmente, pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afectam preferencialmente os cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo. Nos casos mais graves, estas lesões podem cobrir extensas áreas do corpo. As unhas são também frequentemente afectadas, com alterações que podem variar entre o quase imperceptível e a sua destruição.

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Cerca de 10% dos doentes desenvolvem artrite psoriática. Esta traduz-se por dor e deformidade, por vezes bastante debilitante, de pequenas (mãos e pés) ou grandes (membros e coluna) articulações.
A origem da psoríase não está totalmente esclarecida, embora se saiba que é geneticamente determinada e envolva alterações no funcionamento do sistema imunitário, que provocam inflamação e aumento da velocidade de renovação das células da epiderme (camada mais superficial da pele).

O facto de ser geneticamente determinada não implica que a hereditariedade de pais para filhos seja obrigatória. Contudo, verifica-se uma maior probabilidade de aparecimento da doença em pessoas que tenham familiares portadores da mesma.

Uma vez que existem múltiplas doenças cutâneas que também se manifestam com lesõespsoriase vermelhas e descamativas, eventualmente afectando as localizações típicas da psoríase, o diagnóstico deve ser sempre estabelecido pela observação clínica por um dermatologista. Em alguns casos poderá ser necessária a confirmação com biópsia de pele.

Existem diversos tipos de psoríase, classificados de acordo com o seu aspecto clínico.
Os mais importantes são: Psoríase no couro cabeludo; Psoríase em placas ou psoríase vulgar; Psoríase gutata; Psoríase inversa; Psoríase eritrodérmica e Psoríase com Pústulas
Não existe uma cura definitiva para a psoríase, mas sim um conjunto variado de tratamentos, cujo uso isolado ou em associações permite controlar os sintomas na maioria dos casos. Cada doente tem a sua especificidade, pelo que estas terapêuticas devem ser usadas criteriosamente, de acordo com as indicações adequadas para cada caso e respectiva fase de evolução e com respeito pelas regras de segurança, para evitar eventuais efeitos secundários ou agravamento da própria doença.
Terapêuticas Tópicas (aplicação de loções, cremes ou pomadas sobre a pele)
Emolientes e queratolíticos: O seu uso regular é importante para o controlo da descamação, constituindo um importante complemento para os restantes tratamentos.
Corticosteroides tópicos: Muito eficazes no controlo das lesões. Existem com diferentes níveis de potência, adequados para diferentes situações e áreas do corpo. Para evitar efeitos secundários não devem ser usados de forma continuada.
Análogos da vitamina D: Interferem no ciclo de renovação celular, controlando a descamação.
Outros: Alcatrão, ditranol.
Sol
A helioterapia é sem dúvida o meio de tratamento mais barato e acessível. A exposição à luz solar (espectro ultravioleta) induz uma melhoria na maioria dos casos. Contudo, esta deverá ser feita com moderação, uma vez que as queimaduras solares agravam a psoríase.
Fototerapia
Exposição da pele a fontes artificiais de luz ultravioleta (UV) em sessões regulares, com doses de UV adequadas a cada doente e durante períodos predeterminados. Na fototerapia UVB é usado o espectro de radiação UVB e a na PUVA é necessária a aplicação local ou por via sistémica de um agente sensibilizaste à luz UVA (psoraleno).
Medicamentos sistémicos (via oral ou injectáveis)
Usados nos casos mais gravmelhores-tratamentos-para-psoriase-3-640-427es ou resistentes ao tratamento. Implicam um acompanhamento médico minucioso.
Retinoides: normalizam a proliferação e diferenciação das células da epiderme. As mulheres em idade fértil só os podem usar se forem estabelecidas medidas de contracepção rigorosas, por risco de malformações no feto.
Metotrexato e ciclosporina: interferem com mecanismos inflamatórios e imunitários na base da doença.
Agentes biológicos (Etanercept, Adalimumab, Infliximab): Actuam selectivamente sobre determinados componentes do sistema imunitário. Representam a área em que se verificaram os progressos mais recentes.

Lesões cutâneas vermelhas e descamativas, ocupando as regiões dos copsoriase-e1427399641750tovelos, joelhos, região lombar ou couro cabeludo, sem sintomatologia significativa (dor, “comichão”), sobretudo se associadas a alterações das unhas ou queixas articulares, sugerem a hipótese de diagnóstico de psoríase.

Contudo, um diagnóstico definitivo deve ser sempre efectuado por um dermatologista, uma vez que existem diversas patologias cutâneas com características semelhantes, mas cujo tratamento é muito diferente.

 

A Psoríase não é contagiosa, não se transmite por contacto. Ninguém “apanha” psoríase pelo toque, ao compartilhar roupas ou objetos ou dormir na mesma cama. É importante que pacientes, familiares e amigos saibam disso. Ajuda a combater o preconceito.

 

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As informações disponibilizadas neste artigo não substituem o papel do médico.
Cada caso é um caso e o seu médico-dermatologista será sempre o seu melhor conselheiro.

Para mais informações e apoio no caso de psoríase visite a Associação Portuguesa de Psoríase