doenças degenerativas

Fui diagnosticado. E agora? A Aceitação

Para terminar a série de posts acerca do processo de aceitação da doença, temos a última fase. A Aceitação.

Já sendo capaz de admitir que a doença existe, a pessoa procura obter informação, esforçando-se por ser autónoma. É um recomeço. Desta forma, nesta etapa, a família e os amigos são peças fundamentais na adaptação às novas rotinas.

Procurem juntos um enfermeiro que esteja presente e que vá acompanhando o processo de aprendizagem e adaptação, esclarecendo dúvidas, resolvendo pequenos problemas que podem vir a aparecer ao longo do caminho.

Não há dúvidas que, quando nos sentimos acompanhados, é muito mais fácil recomeçar. Nunca se esqueça disso. A sua saúde é preciosa, a saúde dos seus familiares e amigos é preciosa. Não perca a oportunidade de acompanhar alguém neste caminho de aceitar a doença. A sua presença pode fazer a diferença neste processo.

A aceitação da doença reflecte a vontade de enfrentar as suas implicações e para isto pode contar com profissionais diferenciados na MyNurse que pode dar todo o apoio necessário no conforto de sua casa. Saiba mais em www.mynurse.pt

 

 

 

Fui diagnosticado, e agora? A resolução

Continuando a falar sobre o processo de aceitação da doença, a próxima etapa pode ser considerada como uma pequena luz ao fundo do túnel: a Resolução.

A pessoa já começa a ser capaz de exprimir mais abertamente as suas emoções, tomando consciência de que a doença trouxe alterações para a sua vida e pode até começar a fazer perguntas, mostrando algum interesse.

Nesta fase, o mais indicado é incentivar a partilha de sentimentos. Por esta razão, sugerimos que faça sentir a sua presença junto da pessoa doente. Pode até sugerir conversar com um enfermeiro para colocar as dúvidas que tem sobre a doença.

Nesta fase, a presença de um profissional é imprescindível. Ajudar a pessoa a começar a responsabilizar-se pelo seu estado de saúde, tentando aprender mais sobre ela, é uma competência específica de enfermagem. Na MyNurse pode encontrar enfermeiros disponíveis para fazer este acompanhamento ao domicílio. Não hesite em saber mais informações. Visite a nossa página em www.mynurse.pt

Sintomas da Doença de Parkinson mais controlados?

 

Na passada quarta-feira, 5 de setembro, saiu nos jornais uma notícia que certamente alegra os portugueses que sofrem de Doença de Parkinson. Parkinson é uma doença degenerativa que afecta predominantemente os neurónios produtores de dopamina numa região do cérebro chamada substância negra, no mesencéfalo.

Lançado no mercado pela farmacêutica portuguesa Bial, este novo medicamento chama-se Ongentys. O seu princípio activo é a opicapona e “reduz o estado off, que se caracteriza pela lentidão/ limitação dos movimentos”. Durante este período, o corpo fica rígido e  os doentes não se conseguem mexer.

No nosso país, existem entre 18 a 20 mil doentes de Parkinson e todos os anos cerca de 2000 novos casos são identificados.

 

Na MyNurse pode encontrar enfermeiros que realizam a preparação de caixas de medicação em segurança e também cuidadores que dão apoio durante 24 horas a pessoas que sofrem desta doença. Saiba mais em www.mynurse.pt. Receba uma primeira visita gratuita – saiba como em www.mynurse.pt ou ligando para 911 032 296

Artigo revisto por
Francisca L. Monteiro,
Enfermeira OE91994

Hemodiálise

O QUE É A HEMODIÁLISE?

A hemodiálise é uma das formas de tratamento da insuficiência renal. Através da hemodiálise eliminam-se os resíduos tóxicos do sangue, quando os rins deixam de ser capazes de assegurar essa função e que é realizado até ao final da vida ou até que seja efectuado um transplante renal.

COMO FUNCIONA

Durante a hemodiálise, o sangue passa por um filtro especial chamado “dialisador”, antes de ser devolvido ao organismo. O dialisador é composto por muitas fibras minúsculas (tubos), dentro das quais o sangue circula. Cada fibra tem poros nas suas paredes. Um fluido especial, chamado solução de diálise, flui à volta das fibras, purificando o sangue. No entanto esta solução não entra em contacto directo com o sangue. Através dos poros das fibras minúsculas, a água e os resíduos tóxicos em excesso saem do sangue, em direcção à solução de diálise. O sangue purificado regressa ao organismo, enquanto que a solução de diálise é eliminada.

QUANDO E QUANTO TEMPO DURA

A hemodiálise é um tratamento que é efectuado de forma regular. Os tratamentos mais frequentes ou mais prolongados estão associados a melhores resultados para a sua saúde. Em regra, serão feitos entre 3 a 6 tratamentos por semana. Cada sessão poderá demorar em média 4 a 5 horas.

ONDE PODE FAZER

Pode-se optar por vários locais para fazer a hemodiálise:

  • Em casa – com a vantagem de poder escolher o melhor horário para fazer o seu tratamento, podendo até realizar a diálise durante a noite, em que o tratamento é feito durante o sono. Outra vantagem de fazer em casa é o aumento da frequência, o que representa um beneficio para a saúde.  No entanto, em casa será necessário instalar canalizações especiais, ter a máquina ou monitor de hemodiálise, todos os materiais necessários e aprender a fazer o seu tratamento. Enfermeiros ao domicilio poderão dar numa fase inicial não só toda a formação necessária, como inclusivamente poderão monitorar de forma constante todas as sessões de tratamento.
  • Unidade de diálise – geralmente, estas unidades encontram-se na comunidade e têm uma equipa de enfermagem que dá apoio nas sessões de tratamentos.
  • Hospital ou clínica de diálise – esta opção destina-se a quem necessita de apoio médico adicional, sendo ainda em Portugal a forma mais frequente. No hospital ou nas clinicas de diálise, a programação é fixa e regular, geralmente três vezes por semana, sendo que o horário do tratamento depende do Hospital ou da clínica.

SINTOMAS

É natural que durante ou depois das sessões se possam sentir os seguintes sintomas:

  • Indisposição
  • Tonturas
  • Cansaço
  • Fraqueza
  • Cãibras musculares

Estes sintomas são geralmente provocados pela rápida remoção rápida de uma grande quantidade de líquidos, que resulta numa descida da tensão arterial. No entanto podem ser reduzidos se o tratamento durar mais horas e for feito mais frequentemente, nomeadamente quando a hemodiálise é feita em casa e sobretudo se for feita durante o período de sono.

ACESSO VASCULAR

Importa ainda referir que será necessário criar o acesso vascular à corrente sanguínea, o que pressupõe uma pequena cirurgia, geralmente feita em ambulatório.

São três os tipos de acessos vasculares:

  • Fístula: junção entre uma das artérias e uma veia. A veia aumenta de tamanho e passa a ser a zona que recebe as agulhas para a realização da hemodiálise. Geralmente, a fístula localiza-se na parte superior ou inferior do membro superior ou, raramente, no membro inferior.
  • Prótese: tubo material macio colocado entre uma das artérias e uma veia.
  • Cateter: tubo especial, normalmente temporário, colocado numa veia de grande calibre, até que a fístula ou a prótese estejam prontas a ser utilizadas. O cateter pode ser usado imediatamente.

A fim de prevenir infecções terá de ser feita uma boa higiene do acesso criado.

MyNurse tem ao seu dispor enfermeiros ao domicilio com experiência para o ajudar com a diálise. Também os auxiliares MyNurse poderão prestar ajuda aos doentes e familiares de doentes que fazem este tipo de tratamento. Contacte-nos em www.mynurse.pt

 

Doença Reumática

O QUE SÃO DOENÇAS REUMÁTICAS?

São doenças que afectam o aparelho locomotor ou sistema músculo-esquelético nos seus vários componentes, ossos, músculos, articulações, partes moles envolventes, nervos e vasos, cujas causas podem ser degenerativas, infecciosas, neoplásicas, autoimunes, inflamatórias, metabólicas, entre outras.

Podem dividir-se em:

  • Doenças reumáticas crónicas imunomediadas de que são exemplos a artrite reuma­tóide, as espondilartrites, as artrites idiopáticas infantis, a polimialgia reumática, as vasculites, o lúpus eritematoso sistémico e outras patologias difusas do tecido con­juntivo (como a esclerose sistémica, a síndrome de Sjogren, a dermatomiosite, etc.)
  • Do­enças reumáticas não imunomediadas, grupo em que se incluem, a título exemplificativo, a fibromialgia, a gota, as tendinites, a osteoporose e a osteoartrose.

As doenças reumáticas são crónicas, portanto a sua prevalência aumenta com o envelhecimento da população, estimando-se que cerca de metade da população portuguesa sofre de pelo menos uma doença reumática.

 

SINTOMAS

Regra geral os sintomas variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa. Por exemplo nas

Artrite Reumatóide os sintomas são:

  • dor nas articulações, que pode ser acompanhada por edema ou inchaço, calor e vermelhidão das articulações
  • sensação de rigidez matinal (sentir-se enferrujado ou perro de manhã) que dura mais de 30 minutos
  • sensação de cansaço que pode ser limitante da actividade da pessoa

Esclerose Sistémica os sintomas são:

  • palidez marcada em certas zonas do corpo geralmente extremidades e face, a qual pode ser seguida por outras alterações na coloração da pele dessas zonas (vermelhidão, pele azulada)
  • inchaços nas mãos e pés

Osteoporose é uma doença cujo primeiro sinal ou sintoma é uma fractura que se verifica após um traumatismo mínimo ou até na ausência de traumatismo. As fracturas mais frequentes são as das vértebras, do colo do fémur e do punho.

TRATAMENTO

Também os tratamentos variam de doença para doença.

Nas artrites o objectivo do tratamento é reduzir a dor e a inflamação, atrasar ou parar o envolvimento e a lesão das articulações e, por fim, melhorar a sensação de bem-estar e manter a pessoa activa e válida para a sociedade, o que é f

eito nomeadamente através de medicação anti-inflamatória e analgésica.

Para a Esclerose Sistémica, não existe nenhum tratamento global. Existem sim diversos meios terapêuticos entre os quais:

  • fisioterapia
  • medicamentos sintomáticos
  • medicamentos que actuam no sistema imunológico
  • anti-hipertensores
  • medicamentos que estimulem a dilatação dos vasos sanguíneos

Na osteoporose, recorre-se a medicamentos que actuem em diferentes mecanismos do metabolismo ósseo, inibindo a reabsorção/perda ósseas, ou que estimulem a formação óssea e ainda outros que, eventualmente, actuem sobre ambos os mecanismos. Estes medicamentos são também co-adjuvados pela utilização de cálcio e vitamina D, através de dieta ou de suplementos.

Na MyNurse pode encontrar fisioterapeutas, enfermeiros e auxiliares que o podem ajudar a lidar e a atenuar os efeitos das doenças reumáticas, sem sair de casa.

 

O CANCRO – O QUE É?

Muitas vezes ouvimos a palavra cancro, mas nem sempre sabemos exactamente do que estamos a falar.

Numas breves notas, tentamos resumir alguns conceitos básicos sobre Cancro.

O cancro é a proliferação anormal de células. Tem início nas células, e dá-se quando o processo de formação, envelhecimento e substituição das células corre mal, ou seja, quando se formam células novas, sem que o organismo necessite e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem. Este conjunto de células extra forma um tumor.

Só os tumores malignos são cancro. As células dos tumores malignos podem invadir e danificar os tecidos e órgãos circundantes, podem, ainda, libertar-se do tumor primitivo e entrar na corrente sanguínea ou no sistema linfático – este é o processo de metastização das células cancerígenas, a partir do cancro original, formando novos tumores noutros órgãos.

Os sintomas podem ser muito diversos, tal como:

  • Espessamento, massa ou “uma elevação” na mama, ou em qualquer outra parte do corpo
  • Aparecimento de um sinal novo, ou alteração num sinal já existente.
  • Ferida que não passa, ou seja, cuja cicatrização não acontece.
  • Rouquidão ou tosse que não desaparece.
  • Alterações relevantes na rotina intestinal ou da bexiga.
  • Desconforto depois de comer.
  • Dificuldade de engolir.
  • Ganho ou perda de peso, sem motivo aparente.
  • Sangramento ou qualquer secreção anormal.
  • Sensação de fraqueza ou extremo cansaço.

O tratamento do cancro depende do estadio da doença, da idade do doente e do seu estado geral de saúde e o objectivo é curar a pessoa do cancro, ou controlar a doença ou pelo menos reduzir os sintomas, durante o maior período de tempo possível.

O plano de tratamento pode ser alterado ao longo do tempo. A maioria dos planos de tratamento inclui:

  • Cirurgia
  • Radioterapia
  • Quimioterapia

Alguns planos envolvem terapêutica hormonal ou biológica. Adicionalmente, pode ser usado o transplante de células estaminais (indiferenciadas), para que o doente possa receber doses muito elevadas de quimioterapia ou radioterapia.

A terapêutica local, cirurgia e radioterapia, remove, ou destrói, as células do tumor, apenas numa parte específica do corpo.

A terapêutica sistémica, ou seja a quimioterapia, a terapêutica hormonal e a imunoterapia, “entra” na corrente sanguínea e “destrói”, ou controla, o cancro, em todo o corpo: mata ou, pelo menos desacelera, o crescimento das células cancerígenas que possam ter metastizado, para além do tumor original.

Dado que o tratamento do cancro pode danificar as células e tecidos saudáveis, surgem os efeitos secundários. Alguns efeitos secundários específicos dependem, principalmente, do tipo de tratamento e sua extensão. Os efeitos secundários podem não ser os mesmos em todas as pessoas, independentemente de estarem a fazer o mesmo tratamento, sendo que os efeitos secundários sentidos numa sessão de tratamento podem mudar na sessão seguinte.

Adicionalmente, em qualquer estadio da doença, podem também ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do cancro, bem como para aliviar os possíveis efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas ou cuidados paliativos. Quando se fala em cuidados paliativos, estamos a pressupor uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que a doença gera.

A MyNurse disponibiliza através da sua plataforma enfermeiros, auxiliares e uma equipa de cuidados paliativos que poderão assegurar os melhores cuidados no conforto de sua casa. A primeira consulta de cuidados paliativos é gratuita e sem compromisso.

Esclerose Múltipla

O QUE É A ESCLEROSE MÚLTIPLA?

Doença crónica, inflamatória, desmielinizante e degenerativa que afecta o Sistema Nervoso Central (SNC).  Surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos de idade, ou seja, entre os jovens adultos. Afecta com maior incidência as mulheres do que os homens. É uma doença auto-imune, na qual o sistema imunitário não tem capacidade de diferenciar as células do seu próprio corpo de células estranhas a ele, acabando assim por destruir os seus próprios tecidos, nomeadamente a mielina, que é uma camada de gordura protectora das fibras nervosas, que tem por função auxiliar a transmissão de informação ao longo do corpo humano.

Há 3 tipos de esclerose múltipla:

  • Esclerose Múltipla Recidivante Remitente (EMRR) que é a forma mais comum, em que os indivíduos apresentam surtos e voltam ao seu estado normal. Durante os surtos os sintomas desenvolvem-se nos primeiros dias, permanecem constantes durante algum tempo e acabam por cessar ao fim de cerca de um mês.
  • Esclerose Múltipla Secundária Progressiva (EMSP), que pode desenvolver-se por um período de 10 a 15 anos. Vai-se dando um acréscimo progressivo e constante da incapacidade e dos sintomas cuja recuperação após os surtos não é total.
  • Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EMPP), que aparece mais tarde (regra geral depois dos 40 anos). Esta forma não tem surtos. O que há é um agravamento dos sintomas de forma constante desde o inicio, e um aumento gradual da incapacidade.

SINTOMAS DA ESCLEROSE MÚLTIPLA

Os sintomas associados à Esclerose Múltipla não são constantes nem quanto à sua frequência, nem gravidade, variando de acordo com o local lesado no Sistema Nervoso Central. Os principais sintomas são:

  • Parestesias (alterações da sensibilidade);
  • Alterações visuais, nomeadamente a neurite óptica, que é uma inflamação do nervo óptico;
  • Alterações de equilíbrio e coordenação motora;
  • Disartria (alterações da fala e da articulação verbal);
  • Alterações motoras e espasticidade;
  • Alterações urinárias;
  • Fadiga;
  • Alterações psicológicas e cognitivas.

TRATAMENTO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA

Apesar da Esclerose Múltipla não ter cura, já existem tratamentos com medicamentos que podem ser divididos em três grandes grupos:

  • Medicamentos que alteram o curso da doença, dado que reduzem a actividade das células do sistema imunitário, responsáveis pelo ataque que o corpo faz ao sistema imunitário, e ao sistema nervoso central, atenuando os efeitos dos processos imunológicos danificados.
  • Medicamentos que tratam os surtos agudos aliviando os sintomas.
  • Medicamentos que tratam sintomas específicos.

Há vários tipos de tratamentos:

  • Tratamento com medicamentos imunomodeladores;
  • Tratamento com medicamentos imunossupressores;
  • Tratamento com corticosteróides;
  • Tratamento sintomático;
  • Tratamento de espasticidade;
  • Tratamento da ataxia ou falta de coordenação;
  • Tratamento da fadiga devida à Esclerose Múltipla;
  • Tratamento da depressão;
  • Tratamento das alterações urinárias.

NECESSIDADES ESPECÍFICAS

Numa fase de maior incapacidade poderá ser necessário recorrer à ajuda de profissionais qualificados, como cuidadores, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas. Um plano paliativo pode melhorar substancialmente a qualidade de vida do doente, de forma a minimizar o impacto da doença no seu dia-a-dia e evitar maiores descompensações ou descompensações acentuadas e inesperadas. Para os vários tipos de ajuda, consulte www.mynurse.pt, ou peça informações adicionais através de geral@mynurse.pt, ou pelo 911 032 296. A primeira consulta médica é gratuita.

ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica

O QUE É A ELA?

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurológica degenerativa, progressiva e rara, sendo a forma mais frequente de Doença do Neurónio Motor (DNM). Na ELA, os neurónios motores (cabos eléctricos) que conduzem a informação do cérebro aos músculos do nosso corpo, passando pela espinal medula, morrem precocemente. Como resultado, esses músculos, que são os que nos fazem mexer (músculos estriados esqueléticos), ficam mais fracos.

SINTOMAS DA ELA

Os músculos que fazem mexer o nosso corpo vão ficando mais fracos e cansam-se mais rapidamente, podendo haver atrofia muscular. Os doentes de ELA também se queixam frequentemente de pequenos saltos involuntários nos músculos (fasciculações), fadiga e cãibras.

A ELA pode manifestar-se inicialmente numa das seguintes formas:

  • Medular (é a mais frequente): quando os primeiros sintomas envolvem músculos dos braços ou das pernas, em que o individuo refere sentir dificuldade na marcha por um dos pés arrastar  ou dificuldade em abotoar a roupa por fraqueza de uma das mãos;
  • Bulbar: verifica-se quando existe dificuldade em articular as palavras (disartria), ou dificuldade em mastigar e engolir (disfagia);
  • Respiratória: quando existe falta de ar (dispneia) durante o esforço físico ou mesmo em repouso, podendo ocorrer mesmo quando os indivíduos estão deitados, levando-os até a dormir sentados. A tosse pode ser deficiente, com dificuldade em eliminar a expectoração;
  • Axial: quando a fraqueza muscular envolve os músculos do pescoço ou do dorso, fazendo com que o pescoço possa cair para diante ou o individuo tenha de se encostar quando está sentado, verifica-se ainda em caso de desequilíbrio durante a marcha;
  • Difusa: quando as queixas são em todo o corpo, sendo difícil localizar quais os primeiros sintomas.

TRATAMENTO DA ELA

A ELA ainda não tem cura. No entanto há terapêuticas farmacológicas e não farmacológicas que visam atenuar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida e o conforto.

No tratamento farmacológico, existe o riluzol que é o único fármaco aprovado no tratamento específico da ELA. É um fármaco anti-glutamatérgico, que atrasa a progressão da doença. São também prescritas frequentemente, as vitaminas E e C e o selénio, que são anti-oxidantes por terem acção anti-radicais livres de oxigénio. São ainda prescritos outros medicamentos com acção sintomática importantes para aumentar o conforto, como os anti-espásticos, fluidificantes e bronco-dilatadores, anti-depressivos, ansiolíticos e analgésicos.

O tratamento não farmacológico é também muito importante, salientando-se a fisioterapia, a hidrocinesiterapia e a terapia ocupacional. A reabilitação é fundamental para a manutenção do trofismo muscular e das amplitudes articulares. Todos os exercícios poderão ser executados desde que realizados em segurança e com cargas moderadas, sem desencadear cansaço extremo, dispneia ou dor, incluindo mialgias e cãibras.

NECESSIDADES ESPECIFICAS

Dada a dependência que a progressão da doença acarreta é necessário recorrer à ajuda de profissionais qualificados, nomeadamente, cuidadores, terapeutas ocupacionais, e fisioterapeutas. Um plano paliativo pode melhorar substancialmente a qualidade de vida do doente, de forma a minimizar o impacto da doença no seu dia-a-dia e evitar maiores descompensações ou descompensações acentuadas e inesperadas. Para os vários tipos de ajuda, consulte www.mynurse.pt, ou peça informações adicionais através de geral@mynurse.pt, ou pelo 911 032 296.