Cancro

Fui diagnosticado. E agora? A Aceitação

Para terminar a série de posts acerca do processo de aceitação da doença, temos a última fase. A Aceitação.

Já sendo capaz de admitir que a doença existe, a pessoa procura obter informação, esforçando-se por ser autónoma. É um recomeço. Desta forma, nesta etapa, a família e os amigos são peças fundamentais na adaptação às novas rotinas.

Procurem juntos um enfermeiro que esteja presente e que vá acompanhando o processo de aprendizagem e adaptação, esclarecendo dúvidas, resolvendo pequenos problemas que podem vir a aparecer ao longo do caminho.

Não há dúvidas que, quando nos sentimos acompanhados, é muito mais fácil recomeçar. Nunca se esqueça disso. A sua saúde é preciosa, a saúde dos seus familiares e amigos é preciosa. Não perca a oportunidade de acompanhar alguém neste caminho de aceitar a doença. A sua presença pode fazer a diferença neste processo.

A aceitação da doença reflecte a vontade de enfrentar as suas implicações e para isto pode contar com profissionais diferenciados na MyNurse que pode dar todo o apoio necessário no conforto de sua casa. Saiba mais em www.mynurse.pt

 

 

 

Fui diagnosticado, e agora? A resolução

Continuando a falar sobre o processo de aceitação da doença, a próxima etapa pode ser considerada como uma pequena luz ao fundo do túnel: a Resolução.

A pessoa já começa a ser capaz de exprimir mais abertamente as suas emoções, tomando consciência de que a doença trouxe alterações para a sua vida e pode até começar a fazer perguntas, mostrando algum interesse.

Nesta fase, o mais indicado é incentivar a partilha de sentimentos. Por esta razão, sugerimos que faça sentir a sua presença junto da pessoa doente. Pode até sugerir conversar com um enfermeiro para colocar as dúvidas que tem sobre a doença.

Nesta fase, a presença de um profissional é imprescindível. Ajudar a pessoa a começar a responsabilizar-se pelo seu estado de saúde, tentando aprender mais sobre ela, é uma competência específica de enfermagem. Na MyNurse pode encontrar enfermeiros disponíveis para fazer este acompanhamento ao domicílio. Não hesite em saber mais informações. Visite a nossa página em www.mynurse.pt

Fui diagnosticado. E agora? Sentimento de raiva

Numa série de pequenos artigos sobre a adaptação à doença, a MyNurse publicou a semana passada um artigo sobre a primeira fase que pode ler aqui

A segunda fase da adpatação à doença após o diagnóstico é o

Sentimento de raiva

O sentimento que aparece a seguir é a raiva. Com a notícia do diagnóstico, a pessoa tende a responsabilizar terceiros pelo que lhe está a acontecer, queixa-se frequentemente e, neste caso, o mais indicado será não contradizer, mas ouvir as preocupações.

Nesta fase, a pessoa ainda não está preparada para enfrentar o futuro nem para ouvir as incertezas que a notícia da doença lhe trouxe. Precisa apenas de ter uma oportunidade para se sentir ouvida e acarinhada. Aqui ficam algumas pistas sobre como melhor ajudar:

  • Faça um convite para irem dar um passeio a um local tranquilo.
  • Desligue o telemóvel, demonstrando que está inteiramente disponível para ouvir.
  • Faça entender que o estar ali, perto dela não é uma perda de tempo.
  • Proponha receber a visita de um psicólogo ou de um enfermeiro em casa para poder discutir e apresentar as suas preocupações e opções disponíveis.

Na MyNurse, pode encontrar profissionais de sáude que estão disponíveis para esclarecimentos e realizar acompanhamento desta fase de adaptação à doença. Saiba mais em www.mynurse.pt 

O CANCRO – O QUE É?

Muitas vezes ouvimos a palavra cancro, mas nem sempre sabemos exactamente do que estamos a falar.

Numas breves notas, tentamos resumir alguns conceitos básicos sobre Cancro.

O cancro é a proliferação anormal de células. Tem início nas células, e dá-se quando o processo de formação, envelhecimento e substituição das células corre mal, ou seja, quando se formam células novas, sem que o organismo necessite e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem. Este conjunto de células extra forma um tumor.

Só os tumores malignos são cancro. As células dos tumores malignos podem invadir e danificar os tecidos e órgãos circundantes, podem, ainda, libertar-se do tumor primitivo e entrar na corrente sanguínea ou no sistema linfático – este é o processo de metastização das células cancerígenas, a partir do cancro original, formando novos tumores noutros órgãos.

Os sintomas podem ser muito diversos, tal como:

  • Espessamento, massa ou “uma elevação” na mama, ou em qualquer outra parte do corpo
  • Aparecimento de um sinal novo, ou alteração num sinal já existente.
  • Ferida que não passa, ou seja, cuja cicatrização não acontece.
  • Rouquidão ou tosse que não desaparece.
  • Alterações relevantes na rotina intestinal ou da bexiga.
  • Desconforto depois de comer.
  • Dificuldade de engolir.
  • Ganho ou perda de peso, sem motivo aparente.
  • Sangramento ou qualquer secreção anormal.
  • Sensação de fraqueza ou extremo cansaço.

O tratamento do cancro depende do estadio da doença, da idade do doente e do seu estado geral de saúde e o objectivo é curar a pessoa do cancro, ou controlar a doença ou pelo menos reduzir os sintomas, durante o maior período de tempo possível.

O plano de tratamento pode ser alterado ao longo do tempo. A maioria dos planos de tratamento inclui:

  • Cirurgia
  • Radioterapia
  • Quimioterapia

Alguns planos envolvem terapêutica hormonal ou biológica. Adicionalmente, pode ser usado o transplante de células estaminais (indiferenciadas), para que o doente possa receber doses muito elevadas de quimioterapia ou radioterapia.

A terapêutica local, cirurgia e radioterapia, remove, ou destrói, as células do tumor, apenas numa parte específica do corpo.

A terapêutica sistémica, ou seja a quimioterapia, a terapêutica hormonal e a imunoterapia, “entra” na corrente sanguínea e “destrói”, ou controla, o cancro, em todo o corpo: mata ou, pelo menos desacelera, o crescimento das células cancerígenas que possam ter metastizado, para além do tumor original.

Dado que o tratamento do cancro pode danificar as células e tecidos saudáveis, surgem os efeitos secundários. Alguns efeitos secundários específicos dependem, principalmente, do tipo de tratamento e sua extensão. Os efeitos secundários podem não ser os mesmos em todas as pessoas, independentemente de estarem a fazer o mesmo tratamento, sendo que os efeitos secundários sentidos numa sessão de tratamento podem mudar na sessão seguinte.

Adicionalmente, em qualquer estadio da doença, podem também ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do cancro, bem como para aliviar os possíveis efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas ou cuidados paliativos. Quando se fala em cuidados paliativos, estamos a pressupor uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que a doença gera.

A MyNurse disponibiliza através da sua plataforma enfermeiros, auxiliares e uma equipa de cuidados paliativos que poderão assegurar os melhores cuidados no conforto de sua casa. A primeira consulta de cuidados paliativos é gratuita e sem compromisso.

Cancro de Pele

O QUE É O CANCRO DE PELE

Tem início nas células da pele, e dá-se quando o processo de formação, envelhecimento e substituição das células corre mal, ou seja, quando se formam células novas, sem que a pele tenha necessidade delas, e sem que as células envelhecidas morram quando deviam. Este excesso de células pode formar um tumor.

MELANOMA

O melanoma é o tipo de cancro da pele mais grave, que tem início nas células da pele, os melanócitos.

Os melanócitos produzem melanina, que é o pigmento que dá cor à pele. Quando a pele é exposta ao sol, os melanócitos produzem mais pigmento, fazendo com que a pele bronzeie, ou seja, escureça.

O melanoma surge quando os melanócitos se tornam malignos.

 

SINTOMAS DO CANCRO DE PELE

Muitas vezes, o primeiro sinal de melanoma é uma alteração no tamanho, forma, cor ou textura de um sinal já existente. A maioria dos melanomas apresenta uma zona preta ou preta-azulada; também pode surgir como um novo sinal: que pode ser preto, anómalo ou com “mau aspecto”.

O aspecto dos melanomas pode variar muito. O melanoma, numa fase inicial, pode ser detectado quando um sinal existente sofre ligeiras alterações como, por exemplo, quando se forma uma nova zona negra, ou aparecem pequenas crostas e ou comichão.

Para uma vigilância adequada deve ser feito o seguinte controlo

  • Assimetria: a forma de uma metade não coincide com a outra.
  • Bordos: as margens são geralmente irregulares, biseladas, parecendo borradas; o pigmento pode espalhar-se para a pele circundante.
  • Cor: a cor é desigual; pode apresentar sombras de preto, castanho e um tom bronzeado. Também podem ser observadas zonas de branco, cinzento, vermelho, rosa ou azul.
  • Diâmetro: existe uma alteração no tamanho, que geralmente aumenta. Os melanomas são, por norma, maiores do que a borracha de um lápis (5 milímetros).

 

TRATAMENTO

O tratamento do melanoma depende, principalmente, do estadio da doença, da idade e do estado de saúde geral da pessoa.

A cirurgia é o tratamento mais comum para o melanoma. É removido o tumor e algum tecido saudável em volta, para ter alguma margem de “segurança”. Desta forma reduz-se a probabilidade de ficarem células cancerígenas na zona do tumor.

Nos casos em que o melanoma está disseminado para outras partes do organismo, a cirurgia não é suficiente, pelo que poderão ter de ser usados outros métodos de tratamento, tais como a quimioterapia, a imunoterapia, ou a radioterapia.

 

CANCRO DA PELE NÃO MELANOMA

Os dois tipos de cancro de pele não-melanoma mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular ou epidermoide. Este tipo de carcinomas tende a aparecer na cabeça, na face, no pescoço, nas mãos e nos braços, que são as áreas mais expostas ao sol.

SINTOMAS

A alteração na pele é o indicador mais frequente de cancro de pele. Pode ser uma massa nova (neoplasia), uma ferida que não cicatriza ou uma alteração de uma neoplasia já existente. Nem todos os cancros de pele têm a mesma aparência.

É importante estar atento às seguintes alterações da pele:

  • Nódulos pequenos, lisos, brilhantes, opacos ou serosos
  • Nódulos vermelhos e duros.
  • Feridas ou nódulos que sangram ou desenvolvem crosta ou cicatriz, mas não cicatrizam
  • Sinais vermelhos e achatados rugosos, secos ou espessos, que se podem tornar macios e provocar comichão.
  • Sinais vermelhos ou castanhos rugosos e espessos.

 

TRATAMENTO

A cirurgia é o tratamento habitual. No entanto, em alguns casos, o médico pode sugerir quimioterapia tópica, terapia fotodinâmica ou radioterapia.

 

PREVENÇÃO

A melhor forma de prevenir o cancro de pele é proteger-se do sol. As crianças, em particular, devem ser bem protegidas.

Sabia que uma pessoa que, em criança ou adolescente, tenha tido pelo menos uma queimadura solar grave, com bolhas, tem um risco aumentado de Melanoma?

Mas atenção que as queimaduras solares em idade adulta também são um factor de risco para melanoma, que é mais comum em zonas com grande incidência de radiação UV do sol.

A exposição aos raios UV naturais deve ser limitada e as fontes artificiais devem ser evitadas, pois ao provocar envelhecimento precoce da pele pode produzir alterações que podem originar cancro de pele.

Para uma Prevenção eficaz devem ser tomados os seguintes cuidados:

  • limitar o tempo de exposição ao sol e a outras fontes de radiação UV – deve-se evitar a exposição ao sol do meio do meio da manhã até ao fim da tarde
  • proteger-se da radiação UV reflectida pela areia, água, neve e gelo, sendo que esta radiação pode atravessar roupas finas, pára-brisas, janelas e nuvens.
  • usar roupa com mangas e pernas compridas de tecido forte, um chapéu de aba larga e óculos de sol que absorvam as radiações UV
  • Utilizar loções com protector solar com factor mínimo de 15 – apesar do uso destes protectores, deve ser evitada a exposição prolongada ao sol.
  • Não utilizar o uso de lâmpadas ultravioletas e de solários.