Cancro de Pele

Cancro de Pele

O QUE É O CANCRO DE PELE

Tem início nas células da pele, e dá-se quando o processo de formação, envelhecimento e substituição das células corre mal, ou seja, quando se formam células novas, sem que a pele tenha necessidade delas, e sem que as células envelhecidas morram quando deviam. Este excesso de células pode formar um tumor.

MELANOMA

O melanoma é o tipo de cancro da pele mais grave, que tem início nas células da pele, os melanócitos.

Os melanócitos produzem melanina, que é o pigmento que dá cor à pele. Quando a pele é exposta ao sol, os melanócitos produzem mais pigmento, fazendo com que a pele bronzeie, ou seja, escureça.

O melanoma surge quando os melanócitos se tornam malignos.

 

SINTOMAS DO CANCRO DE PELE

Muitas vezes, o primeiro sinal de melanoma é uma alteração no tamanho, forma, cor ou textura de um sinal já existente. A maioria dos melanomas apresenta uma zona preta ou preta-azulada; também pode surgir como um novo sinal: que pode ser preto, anómalo ou com “mau aspecto”.

O aspecto dos melanomas pode variar muito. O melanoma, numa fase inicial, pode ser detectado quando um sinal existente sofre ligeiras alterações como, por exemplo, quando se forma uma nova zona negra, ou aparecem pequenas crostas e ou comichão.

Para uma vigilância adequada deve ser feito o seguinte controlo

  • Assimetria: a forma de uma metade não coincide com a outra.
  • Bordos: as margens são geralmente irregulares, biseladas, parecendo borradas; o pigmento pode espalhar-se para a pele circundante.
  • Cor: a cor é desigual; pode apresentar sombras de preto, castanho e um tom bronzeado. Também podem ser observadas zonas de branco, cinzento, vermelho, rosa ou azul.
  • Diâmetro: existe uma alteração no tamanho, que geralmente aumenta. Os melanomas são, por norma, maiores do que a borracha de um lápis (5 milímetros).

 

TRATAMENTO

O tratamento do melanoma depende, principalmente, do estadio da doença, da idade e do estado de saúde geral da pessoa.

A cirurgia é o tratamento mais comum para o melanoma. É removido o tumor e algum tecido saudável em volta, para ter alguma margem de “segurança”. Desta forma reduz-se a probabilidade de ficarem células cancerígenas na zona do tumor.

Nos casos em que o melanoma está disseminado para outras partes do organismo, a cirurgia não é suficiente, pelo que poderão ter de ser usados outros métodos de tratamento, tais como a quimioterapia, a imunoterapia, ou a radioterapia.

 

CANCRO DA PELE NÃO MELANOMA

Os dois tipos de cancro de pele não-melanoma mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular ou epidermoide. Este tipo de carcinomas tende a aparecer na cabeça, na face, no pescoço, nas mãos e nos braços, que são as áreas mais expostas ao sol.

SINTOMAS

A alteração na pele é o indicador mais frequente de cancro de pele. Pode ser uma massa nova (neoplasia), uma ferida que não cicatriza ou uma alteração de uma neoplasia já existente. Nem todos os cancros de pele têm a mesma aparência.

É importante estar atento às seguintes alterações da pele:

  • Nódulos pequenos, lisos, brilhantes, opacos ou serosos
  • Nódulos vermelhos e duros.
  • Feridas ou nódulos que sangram ou desenvolvem crosta ou cicatriz, mas não cicatrizam
  • Sinais vermelhos e achatados rugosos, secos ou espessos, que se podem tornar macios e provocar comichão.
  • Sinais vermelhos ou castanhos rugosos e espessos.

 

TRATAMENTO

A cirurgia é o tratamento habitual. No entanto, em alguns casos, o médico pode sugerir quimioterapia tópica, terapia fotodinâmica ou radioterapia.

 

PREVENÇÃO

A melhor forma de prevenir o cancro de pele é proteger-se do sol. As crianças, em particular, devem ser bem protegidas.

Sabia que uma pessoa que, em criança ou adolescente, tenha tido pelo menos uma queimadura solar grave, com bolhas, tem um risco aumentado de Melanoma?

Mas atenção que as queimaduras solares em idade adulta também são um factor de risco para melanoma, que é mais comum em zonas com grande incidência de radiação UV do sol.

A exposição aos raios UV naturais deve ser limitada e as fontes artificiais devem ser evitadas, pois ao provocar envelhecimento precoce da pele pode produzir alterações que podem originar cancro de pele.

Para uma Prevenção eficaz devem ser tomados os seguintes cuidados:

  • limitar o tempo de exposição ao sol e a outras fontes de radiação UV – deve-se evitar a exposição ao sol do meio do meio da manhã até ao fim da tarde
  • proteger-se da radiação UV reflectida pela areia, água, neve e gelo, sendo que esta radiação pode atravessar roupas finas, pára-brisas, janelas e nuvens.
  • usar roupa com mangas e pernas compridas de tecido forte, um chapéu de aba larga e óculos de sol que absorvam as radiações UV
  • Utilizar loções com protector solar com factor mínimo de 15 – apesar do uso destes protectores, deve ser evitada a exposição prolongada ao sol.
  • Não utilizar o uso de lâmpadas ultravioletas e de solários.