Hepatite C – O que é?

 

A Hepatite C é uma inflamação do fígado provocada por um vírus, que quando crónica, pode conduzir à cirrose, insuficiência hepática e cancro.

O vírus da hepatite C transmite-se, principalmente, por via sanguínea, bastando uma pequena quantidade de sangue contaminado para transmiti-lo, se este entrar na corrente sanguínea de alguém através de um corte ou uma ferida, ou na partilha de seringas.

É conhecida como a epidemia «silenciosa» dado o grande aumento do número de indivíduos com infecção crónica em todo o mundo, e também pelo facto de os infectados poderem, durante dez ou 20 anos, não apresentar qualquer sintoma, sentindo-se de perfeita saúde.

Calcula-se que existam 170 milhões de portadores crónicos (cerca de três por cento da população mundial), dos quais nove milhões são europeus, o que faz com que este seja um vírus muito mais comum que o vírus responsável pela SIDA.

Em Portugal, a hepatite C crónica é uma das principais causas de cirrose e de cancro do fígado, e estima-se que existam 150 mil infectados embora a grande maioria não esteja diagnosticada.

Importa ainda referir que Portugal é um dos países europeus a apresentar as mais elevadas taxas de contaminação do vírus da hepatite C, que atinge 60 a 80% dos toxicodependentes.

A hepatite C é considerada crónica quando a infecção permanece no organismo por mais de seis meses.

Sintomas

Os sintomas da hepatite C, quando existem, atingem apenas cerca de 25 a 30 por cento dos infectados, manifestam-se por queixas inespecíficas como letargia, mal-estar geral, febre, problemas de concentração; queixas gastrintestinais como perda de apetite, naúsea, intolerância ao álcool, dores na zona do fígado ou o sintoma mais específico que é a icterícia. Muitas vezes, os sintomas não são claros, podendo-se assemelhar aos de uma gripe. O portador crónico do vírus pode mesmo não ter qualquer sintoma, sentir-se saudável e, no entanto, estar a desenvolver uma cirrose ou um cancro hepático.

Tratamento

O tratamento para combater o vírus da hepatite C, actualmente passa pela administração de terapêutica in

 

 

jectável que combina o peginterferão e a ribavirina, que tem demonstrado melhores taxas de resposta e melhor tolerabilidade. Com efeito, este tratamento é eficaz em cerca de 60% dos doentes, que deixam de ter o vírus no sangue quando se procede à sua determinação seis meses após a conclusão do tratamento.

Grupos de risco

Os grupos de mais elevado risco são os toxicodependentes e ex-toxicodependentes que utilizam drogas injectáveis e inaláveis e pessoas que receberam transfusões de sangue ou que foram sujeitos a intervenções cirúrgicas antes de 1992.

No entanto, pode ainda ser transmitida por via sexual bem como a fazer tatuagens, piercings, se os materiais não estiverem esterilizados.

Recomendações

Porque para a hepatite C não existe uma vacina, a prevenção torna-se muito importante, devendo evitar-se acima de tudo o contacto com sangue contaminado.

Alguns dos cuidados passam por

  • não partilhar seringas e outros instrumentos usados na preparação e consumo de drogas injectáveis e inaláveis
  • não partilhar lâminas, tesouras ou outros objectos de uso pessoal
  • não partilhar escovas de dentes
  • desinfectar as feridas que possam ocorrer e cobri-las com pensos e ligaduras
  • usar sempre preservativos nas relações sexuais quando existem múltiplos parceiros

A detecção precoce é muito importante.

MyNurse disponibiliza através da sua plataforma serviço de análises clínicas ao domicilio: poderão ser marcadas no conforto e resguardo de sua casa, em horário da sua conveniência. Saiba mais em www.mynurse.pt

Posted on: March 1, 2018, by :

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *