Month: March 2018

Hemodiálise

O QUE É A HEMODIÁLISE?

A hemodiálise é uma das formas de tratamento da insuficiência renal. Através da hemodiálise eliminam-se os resíduos tóxicos do sangue, quando os rins deixam de ser capazes de assegurar essa função e que é realizado até ao final da vida ou até que seja efectuado um transplante renal.

COMO FUNCIONA

Durante a hemodiálise, o sangue passa por um filtro especial chamado “dialisador”, antes de ser devolvido ao organismo. O dialisador é composto por muitas fibras minúsculas (tubos), dentro das quais o sangue circula. Cada fibra tem poros nas suas paredes. Um fluido especial, chamado solução de diálise, flui à volta das fibras, purificando o sangue. No entanto esta solução não entra em contacto directo com o sangue. Através dos poros das fibras minúsculas, a água e os resíduos tóxicos em excesso saem do sangue, em direcção à solução de diálise. O sangue purificado regressa ao organismo, enquanto que a solução de diálise é eliminada.

QUANDO E QUANTO TEMPO DURA

A hemodiálise é um tratamento que é efectuado de forma regular. Os tratamentos mais frequentes ou mais prolongados estão associados a melhores resultados para a sua saúde. Em regra, serão feitos entre 3 a 6 tratamentos por semana. Cada sessão poderá demorar em média 4 a 5 horas.

ONDE PODE FAZER

Pode-se optar por vários locais para fazer a hemodiálise:

  • Em casa – com a vantagem de poder escolher o melhor horário para fazer o seu tratamento, podendo até realizar a diálise durante a noite, em que o tratamento é feito durante o sono. Outra vantagem de fazer em casa é o aumento da frequência, o que representa um beneficio para a saúde.  No entanto, em casa será necessário instalar canalizações especiais, ter a máquina ou monitor de hemodiálise, todos os materiais necessários e aprender a fazer o seu tratamento. Enfermeiros ao domicilio poderão dar numa fase inicial não só toda a formação necessária, como inclusivamente poderão monitorar de forma constante todas as sessões de tratamento.
  • Unidade de diálise – geralmente, estas unidades encontram-se na comunidade e têm uma equipa de enfermagem que dá apoio nas sessões de tratamentos.
  • Hospital ou clínica de diálise – esta opção destina-se a quem necessita de apoio médico adicional, sendo ainda em Portugal a forma mais frequente. No hospital ou nas clinicas de diálise, a programação é fixa e regular, geralmente três vezes por semana, sendo que o horário do tratamento depende do Hospital ou da clínica.

SINTOMAS

É natural que durante ou depois das sessões se possam sentir os seguintes sintomas:

  • Indisposição
  • Tonturas
  • Cansaço
  • Fraqueza
  • Cãibras musculares

Estes sintomas são geralmente provocados pela rápida remoção rápida de uma grande quantidade de líquidos, que resulta numa descida da tensão arterial. No entanto podem ser reduzidos se o tratamento durar mais horas e for feito mais frequentemente, nomeadamente quando a hemodiálise é feita em casa e sobretudo se for feita durante o período de sono.

ACESSO VASCULAR

Importa ainda referir que será necessário criar o acesso vascular à corrente sanguínea, o que pressupõe uma pequena cirurgia, geralmente feita em ambulatório.

São três os tipos de acessos vasculares:

  • Fístula: junção entre uma das artérias e uma veia. A veia aumenta de tamanho e passa a ser a zona que recebe as agulhas para a realização da hemodiálise. Geralmente, a fístula localiza-se na parte superior ou inferior do membro superior ou, raramente, no membro inferior.
  • Prótese: tubo material macio colocado entre uma das artérias e uma veia.
  • Cateter: tubo especial, normalmente temporário, colocado numa veia de grande calibre, até que a fístula ou a prótese estejam prontas a ser utilizadas. O cateter pode ser usado imediatamente.

A fim de prevenir infecções terá de ser feita uma boa higiene do acesso criado.

MyNurse tem ao seu dispor enfermeiros ao domicilio com experiência para o ajudar com a diálise. Também os auxiliares MyNurse poderão prestar ajuda aos doentes e familiares de doentes que fazem este tipo de tratamento. Contacte-nos em www.mynurse.pt

 

Doença Reumática

O QUE SÃO DOENÇAS REUMÁTICAS?

São doenças que afectam o aparelho locomotor ou sistema músculo-esquelético nos seus vários componentes, ossos, músculos, articulações, partes moles envolventes, nervos e vasos, cujas causas podem ser degenerativas, infecciosas, neoplásicas, autoimunes, inflamatórias, metabólicas, entre outras.

Podem dividir-se em:

  • Doenças reumáticas crónicas imunomediadas de que são exemplos a artrite reuma­tóide, as espondilartrites, as artrites idiopáticas infantis, a polimialgia reumática, as vasculites, o lúpus eritematoso sistémico e outras patologias difusas do tecido con­juntivo (como a esclerose sistémica, a síndrome de Sjogren, a dermatomiosite, etc.)
  • Do­enças reumáticas não imunomediadas, grupo em que se incluem, a título exemplificativo, a fibromialgia, a gota, as tendinites, a osteoporose e a osteoartrose.

As doenças reumáticas são crónicas, portanto a sua prevalência aumenta com o envelhecimento da população, estimando-se que cerca de metade da população portuguesa sofre de pelo menos uma doença reumática.

 

SINTOMAS

Regra geral os sintomas variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa. Por exemplo nas

Artrite Reumatóide os sintomas são:

  • dor nas articulações, que pode ser acompanhada por edema ou inchaço, calor e vermelhidão das articulações
  • sensação de rigidez matinal (sentir-se enferrujado ou perro de manhã) que dura mais de 30 minutos
  • sensação de cansaço que pode ser limitante da actividade da pessoa

Esclerose Sistémica os sintomas são:

  • palidez marcada em certas zonas do corpo geralmente extremidades e face, a qual pode ser seguida por outras alterações na coloração da pele dessas zonas (vermelhidão, pele azulada)
  • inchaços nas mãos e pés

Osteoporose é uma doença cujo primeiro sinal ou sintoma é uma fractura que se verifica após um traumatismo mínimo ou até na ausência de traumatismo. As fracturas mais frequentes são as das vértebras, do colo do fémur e do punho.

TRATAMENTO

Também os tratamentos variam de doença para doença.

Nas artrites o objectivo do tratamento é reduzir a dor e a inflamação, atrasar ou parar o envolvimento e a lesão das articulações e, por fim, melhorar a sensação de bem-estar e manter a pessoa activa e válida para a sociedade, o que é f

eito nomeadamente através de medicação anti-inflamatória e analgésica.

Para a Esclerose Sistémica, não existe nenhum tratamento global. Existem sim diversos meios terapêuticos entre os quais:

  • fisioterapia
  • medicamentos sintomáticos
  • medicamentos que actuam no sistema imunológico
  • anti-hipertensores
  • medicamentos que estimulem a dilatação dos vasos sanguíneos

Na osteoporose, recorre-se a medicamentos que actuem em diferentes mecanismos do metabolismo ósseo, inibindo a reabsorção/perda ósseas, ou que estimulem a formação óssea e ainda outros que, eventualmente, actuem sobre ambos os mecanismos. Estes medicamentos são também co-adjuvados pela utilização de cálcio e vitamina D, através de dieta ou de suplementos.

Na MyNurse pode encontrar fisioterapeutas, enfermeiros e auxiliares que o podem ajudar a lidar e a atenuar os efeitos das doenças reumáticas, sem sair de casa.

 

Hepatite C – O que é?

 

A Hepatite C é uma inflamação do fígado provocada por um vírus, que quando crónica, pode conduzir à cirrose, insuficiência hepática e cancro.

O vírus da hepatite C transmite-se, principalmente, por via sanguínea, bastando uma pequena quantidade de sangue contaminado para transmiti-lo, se este entrar na corrente sanguínea de alguém através de um corte ou uma ferida, ou na partilha de seringas.

É conhecida como a epidemia «silenciosa» dado o grande aumento do número de indivíduos com infecção crónica em todo o mundo, e também pelo facto de os infectados poderem, durante dez ou 20 anos, não apresentar qualquer sintoma, sentindo-se de perfeita saúde.

Calcula-se que existam 170 milhões de portadores crónicos (cerca de três por cento da população mundial), dos quais nove milhões são europeus, o que faz com que este seja um vírus muito mais comum que o vírus responsável pela SIDA.

Em Portugal, a hepatite C crónica é uma das principais causas de cirrose e de cancro do fígado, e estima-se que existam 150 mil infectados embora a grande maioria não esteja diagnosticada.

Importa ainda referir que Portugal é um dos países europeus a apresentar as mais elevadas taxas de contaminação do vírus da hepatite C, que atinge 60 a 80% dos toxicodependentes.

A hepatite C é considerada crónica quando a infecção permanece no organismo por mais de seis meses.

Sintomas

Os sintomas da hepatite C, quando existem, atingem apenas cerca de 25 a 30 por cento dos infectados, manifestam-se por queixas inespecíficas como letargia, mal-estar geral, febre, problemas de concentração; queixas gastrintestinais como perda de apetite, naúsea, intolerância ao álcool, dores na zona do fígado ou o sintoma mais específico que é a icterícia. Muitas vezes, os sintomas não são claros, podendo-se assemelhar aos de uma gripe. O portador crónico do vírus pode mesmo não ter qualquer sintoma, sentir-se saudável e, no entanto, estar a desenvolver uma cirrose ou um cancro hepático.

Tratamento

O tratamento para combater o vírus da hepatite C, actualmente passa pela administração de terapêutica in

 

 

jectável que combina o peginterferão e a ribavirina, que tem demonstrado melhores taxas de resposta e melhor tolerabilidade. Com efeito, este tratamento é eficaz em cerca de 60% dos doentes, que deixam de ter o vírus no sangue quando se procede à sua determinação seis meses após a conclusão do tratamento.

Grupos de risco

Os grupos de mais elevado risco são os toxicodependentes e ex-toxicodependentes que utilizam drogas injectáveis e inaláveis e pessoas que receberam transfusões de sangue ou que foram sujeitos a intervenções cirúrgicas antes de 1992.

No entanto, pode ainda ser transmitida por via sexual bem como a fazer tatuagens, piercings, se os materiais não estiverem esterilizados.

Recomendações

Porque para a hepatite C não existe uma vacina, a prevenção torna-se muito importante, devendo evitar-se acima de tudo o contacto com sangue contaminado.

Alguns dos cuidados passam por

  • não partilhar seringas e outros instrumentos usados na preparação e consumo de drogas injectáveis e inaláveis
  • não partilhar lâminas, tesouras ou outros objectos de uso pessoal
  • não partilhar escovas de dentes
  • desinfectar as feridas que possam ocorrer e cobri-las com pensos e ligaduras
  • usar sempre preservativos nas relações sexuais quando existem múltiplos parceiros

A detecção precoce é muito importante.

MyNurse disponibiliza através da sua plataforma serviço de análises clínicas ao domicilio: poderão ser marcadas no conforto e resguardo de sua casa, em horário da sua conveniência. Saiba mais em www.mynurse.pt

O CANCRO – O QUE É?

Muitas vezes ouvimos a palavra cancro, mas nem sempre sabemos exactamente do que estamos a falar.

Numas breves notas, tentamos resumir alguns conceitos básicos sobre Cancro.

O cancro é a proliferação anormal de células. Tem início nas células, e dá-se quando o processo de formação, envelhecimento e substituição das células corre mal, ou seja, quando se formam células novas, sem que o organismo necessite e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem. Este conjunto de células extra forma um tumor.

Só os tumores malignos são cancro. As células dos tumores malignos podem invadir e danificar os tecidos e órgãos circundantes, podem, ainda, libertar-se do tumor primitivo e entrar na corrente sanguínea ou no sistema linfático – este é o processo de metastização das células cancerígenas, a partir do cancro original, formando novos tumores noutros órgãos.

Os sintomas podem ser muito diversos, tal como:

  • Espessamento, massa ou “uma elevação” na mama, ou em qualquer outra parte do corpo
  • Aparecimento de um sinal novo, ou alteração num sinal já existente.
  • Ferida que não passa, ou seja, cuja cicatrização não acontece.
  • Rouquidão ou tosse que não desaparece.
  • Alterações relevantes na rotina intestinal ou da bexiga.
  • Desconforto depois de comer.
  • Dificuldade de engolir.
  • Ganho ou perda de peso, sem motivo aparente.
  • Sangramento ou qualquer secreção anormal.
  • Sensação de fraqueza ou extremo cansaço.

O tratamento do cancro depende do estadio da doença, da idade do doente e do seu estado geral de saúde e o objectivo é curar a pessoa do cancro, ou controlar a doença ou pelo menos reduzir os sintomas, durante o maior período de tempo possível.

O plano de tratamento pode ser alterado ao longo do tempo. A maioria dos planos de tratamento inclui:

  • Cirurgia
  • Radioterapia
  • Quimioterapia

Alguns planos envolvem terapêutica hormonal ou biológica. Adicionalmente, pode ser usado o transplante de células estaminais (indiferenciadas), para que o doente possa receber doses muito elevadas de quimioterapia ou radioterapia.

A terapêutica local, cirurgia e radioterapia, remove, ou destrói, as células do tumor, apenas numa parte específica do corpo.

A terapêutica sistémica, ou seja a quimioterapia, a terapêutica hormonal e a imunoterapia, “entra” na corrente sanguínea e “destrói”, ou controla, o cancro, em todo o corpo: mata ou, pelo menos desacelera, o crescimento das células cancerígenas que possam ter metastizado, para além do tumor original.

Dado que o tratamento do cancro pode danificar as células e tecidos saudáveis, surgem os efeitos secundários. Alguns efeitos secundários específicos dependem, principalmente, do tipo de tratamento e sua extensão. Os efeitos secundários podem não ser os mesmos em todas as pessoas, independentemente de estarem a fazer o mesmo tratamento, sendo que os efeitos secundários sentidos numa sessão de tratamento podem mudar na sessão seguinte.

Adicionalmente, em qualquer estadio da doença, podem também ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do cancro, bem como para aliviar os possíveis efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas ou cuidados paliativos. Quando se fala em cuidados paliativos, estamos a pressupor uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que a doença gera.

A MyNurse disponibiliza através da sua plataforma enfermeiros, auxiliares e uma equipa de cuidados paliativos que poderão assegurar os melhores cuidados no conforto de sua casa. A primeira consulta de cuidados paliativos é gratuita e sem compromisso.