Medicina Chinesa: O que é e para que serve

Por David Ribeiro                                                                                                                                Médico de Medicina Tradicional Chinesa

A Medicina Chinesa, com cerca de 5 mil anos de existência, é uma das mais antigas formas de medicina praticada no mundo, tendo 2 mil anos de literatura escrita.

É uma medicina energética baseada no princípio de que o Qi (Energia) circula no organismo através de canais específicos. Estes canais são os meridianos, que percorrem o corpo, possuindo pontos (acupontos), que ao serem punturados equilibram a circulação energética de todo o organismo. A doença é vista pela Medicina Chinesa como um desequilíbrio energético.

Na consulta, segundo uma abordagem holística e através dos 4 métodos de diagnóstico: observação da língua, auscultação, palpação do pulso e história Clínica (Anamnese), estabelece-se o diagnóstico energético personalizado do paciente, podendo posteriormente, prescrever-se o tratamento mais adequado.

As técnicas mais importantes de tratamento na medicina chinesa são: a Acupuntura, a Fitoterapia Chinesa, a Dietética Chinesa, a Moxabustão, o Tuiná, a Auriculoterapia, a Ventosoterapia, a Electroestimulação, e exercícios como o Qi-Gong e o Tai-Chi.

A mais divulgada, no Ocidente, é a Acupuntura que consiste na aplicação de finas agulhas, descartáveis, em pontos específicos do corpo para se obter diferentes efeitos terapêuticos de acordo com cada caso clínico. Nesta técnica está incluída a auriculoterapia (aplicação de agulhas no pavilhão auricular).

A Fitoterapia Chinesa, menos conhecida, mas tão ou mais importante que a Acupuntura, consiste na conjugação de plantas medicinais chinesas em fórmulas que podem ser apresentadas sob a forma de gotas, comprimidos ou cápsulas, bem como chás ou cremes. São na maioria dos casos associadas ao tratamento de acupuntura, potenciando os seus resultados.

A Moxabustão consiste na aplicação de calor, por intermédio de um charuto ou cone de artemísia em pontos anatómicos específicos.

O Tuiná emprega técnicas de massagem para estimular ou dispersar os pontos dos meridianos do paciente, visando o equilíbrio do fluxo de energia por estes canais.

A Ventosoterapia técnica milenar adotada em diversas correntes da medicina tradicional que emprega ventosas.

A Eletroacupuntura (EA) é uma forma de acupuntura, em que pares de agulhas de acupuntura são ligados a um dispositivo que gera uma corrente elétrica entre elas. A EA é utilizada para potenciar efeitos terapêuticos ou analgésicos.

Atualmente, a medicina chinesa está em franca expansão por todo o mundo, sendo reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em diversas patologias, entre as quais: ciática, reumatismo, tenossinovite, nevralgia do trigémeo, lombalgias, dores articulares, torcicolo, má posição fetal, insónias, alcoolismo, obstipação, bronquite, asma, pneumonia, sinusite, rinite, tosse, gripe, cefaleias, enxaquecas, hemorroidas, úlcera péptica, disfunção biliar, pielonefrite, diabetes mellitus, hipertensão arterial, celulite, obesidade, acne, dermatite, incontinência uretral e fecal, síndrome de ménière, depressão, neuroses psíquicas, tonturas e vertigens, tinnitus (zumbidos), otites, problemas menstruais, impotência sexual, menopausa, prostatite, doença de crohn, angina de peito, entre outras.

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Posted on: December 8, 2016, by :

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