Month: August 2016

A minha opinião: 3 dicas para escolher o seu seguro de saúde

Por Isaura Santos, Mediadora de Seguros
Parceira MyNurse

 

 

 

 

Como saber qual o melhor Plano de Saúde para si e para a sua família?

Deixo-lhe aqui algumas dicas para o ajudar nessa importante tarefa de selecionar uma solução que se adeqúe às suas efetivas necessidades:

  1. O seguro de saúde não é só para o momento de “doença” – assegure-se que o seu plano inclui a vigilância e a prevenção, e também a possibilidade de uma segunda opinião médica. As exclusões, as franquias e os períodos de carência são dados importantes a discutir com o seu consultor de seguros.
  2. Não somos jovens eternamente, mas vivemos mais anos com mais jovialidade – as limitações etárias para subscrição e coberturas de seguro são ainda um desajuste de alguns produtos em relação à vida contemporânea. Certifique-se quanto às ofertas que podem existir no mercado.
  3. As necessidades de homens e mulheres e nas diferentes fases de vida são potencialmente muito distintas. Por esta razão, alguns planos de saúde preveem coberturas específicas e adaptadas às necessidades de cada cliente, tendo em conta o género e a idade.

Um bom plano de saúde pode ter grande importância na vida de todos nós.

Informe-se junto do seu consultor de seguros. A nossa parceira Isaura Santos está ao seu dispor no LinkedIn e no Facebook, para um melhor e mais adequado aconselhamento.

 

Aprender a cuidar de mim: problemas com amamentação

Amamentar pode ser uma das melhores experiências das mães, mas pode também ser um enorme pesadelo. Há vários factores que poderão contribuir para problemas com a amamentação. São muito comuns e podem levar algumas mães ao “desespero”. Enumeramos aqui alguns dos problemas mais comuns:

  1. DOR NOS MAMILOS: ocasionalmente pode ocorrer dor nos mamilos, especialmente durante as primeiras semanas de amamentação. Algumas mães que amamentam descrevem a dor nos mamilos como uma sensação de compressão, comichão e ardor.A dor pode ser causada por: posição inadequada do bebé; técnicas inadequadas de amamentação; cuidados inadequados dos mamilos. Por vezes basta uma simples mudança na posição do seu bebé durante a amamentação, que alivia a dor. Algumas mães relatam que sentem dor apenas durante o período de adaptação. Uma amamentação confortável exige por vezes algum tempo e experiência. A dor nos mamilos pode também ser causada por uma libertação incompleta da sucção no final da amamentação do seu bebé. Pode ajudar o seu bebé a aprender a libertar o mamilo, e assim reduzir o seu desconforto, introduzindo um dedo dentro da boca para interromper a sucção no final da amamentação. Também a pele excessivamente seca ou húmida pode causar dor nos mamilos. A humidade pode ser causada pelo uso de sutiãs feitos de tecidos sintéticos que aumentam a sudorese e impedem a evaporação. O uso de sabonetes ou soluções que removem os óleos naturais da pele podem causar um ressecamento excessivo da pele. A dor nos mamilos pode também ser causada pela mastigação ou mordida dos mamilos. Quando o seu bebé inicia a dentição, morder ou mastigar parece ajudar a aliviar o desconforto próprio da fase. Para confortar o seu bebé e reduzir o desejo de mastigar ou morder a sua mama, forneça algo frio e húmido para que mastigue, por alguns minutos, antes de amamentar. Um pano frio do frigorífico irá servir para esse propósito. O frio irá ajudar a amortecer as gengivas doridas e poderá proporcionar alívio durante a amamentação. Antes de amamentar com a outra mama, conceda um tempo para que o bebé mastigue um outro pano frio e húmido.
  2. DISTENSÃO DA MAMA OU REPLEÇÃO DA MAMA
    A distensão da mama consiste na congestão dos seus vasos sanguíneos. As mamas ficam inchadas, duras e doridas. Não há a protrusão dos mamilos, que permita que o bebé se fixe a eles corretamente, dificultando desse modo a amamentação. A distensão é diferente da repleção da mama. A repleção da mama é o acúmulo de sangue e leite na mama, alguns dias após o nascimento, e é um sinal de que o leite está a chegar. A repleção da mama não prejudica a amamentação, porque os tecidos das mamas podem ser facilmente comprimidos pela boca do bebé. Amamente com frequência (oito vezes ou mais em 24 horas) e durante, pelo menos, 15 minutos, para impedir a distensão. Para aliviar a distensão da mama, esprema o leite manualmente ou com uma bomba. As bombas mamárias elétricas funcionam melhor. Alterne tomando banhos quentes e utilize compressas frias para ajudar a aliviar o desconforto.
  3. REFLEXO DE DESCIDA DO LEITE
    O reflexo de descida do leite é uma parte necessária da amamentação. As hormonas (prolactina e oxitocina) controlam o reflexo e permitem que o leite produzido nas glândulas mamárias seja libertado para dentro dos ductos lácteos. Dor, stress e ansiedade podem interferir nesse reflexo. Isso irá causar a retenção do leite dentro das glândulas mamárias, causando dor adicional e ansiedade. O tratamento para esse problema inclui relaxamento e a adoção de posições confortáveis para si e para o seu bebé durante o ato de amamentação. A redução de distrações, massagens suaves e a aplicação de calor na mama também irão ajudar. Deve conversar com o seu médico sobre os problemas persistentes.
  4. FORNECIMENTO INADEQUADO DE LEITE
    A demanda de leite ou o consumo de leite do bebé determina o fornecimento de leite. As amamentações frequentes, descanso adequado, boa nutrição e ingestão adequada de líquidos mantêm um bom fornecimento. A verificação do peso e crescimento é, frequentemente, a melhor maneira de assegurar se o seu bebé está a consumir leite suficiente. Se tiver dúvidas em relação à quantidade de leite materno que o seu bebé está a consumir, consulte o seu médico.
  5. DUCTO LÁCTEO OBSTRUÍDO
    Um ducto lácteo pode tornar-se obstruído se o bebé não estiver a amamentar-se bem, se a mãe omitir as amamentações (comum quando a criança está a desmamar), ou se está a usar um sutiã apertado. Os sintomas de um ducto lácteo obstruído incluem: sensibilidade, calor e vermelhidão da mama, ou um nódulo palpável próximo à pele. Algumas vezes, um pequeno ponto branco pode ser visto na abertura do ducto do mamilo. Massajar a área e pressionar com suavidade pode ajudar a remover a obstrução.
  6. INFECÇÃO DA MAMA
    Uma infecção da mama (mastite) causa dores musculares (sensação parecida com a da gripe), febre e uma área vermelha, quente e sensível numa mama. Consulte o seu médico se apresentar esses sintomas. As infecções nas mamas, na maioria das vezes, ocorrem em mães que estão stressadas, exaustas, que têm rachaduras nos mamilos, ductos lácteos obstruídos, distensão da mama, que omitiram algumas amamentações, ou que usam sutiãs apertados (constritivos). O tratamento frequentemente inclui medicamentos para tratar a infecção (antibióticos), amamentação frequente, vapor, descanso e o uso de um sutiã confortável durante as amamentações.
  7. AFTA
    A afta é uma infecção comum causada por leveduras e que pode passar da mãe para o bebé durante a amamentação. A levedura (chamada Candida albicans) cresce em áreas quentes e húmidas. A boca do bebé e os mamilos da mãe são locais perfeitos para o seu crescimento. Uma infecção por levedura pode ser difícil de curar, mas não é incomum. As infecções por leveduras frequentemente ocorrem durante ou após o tratamento com antibióticos  Os sintomas de afta na mãe são os mamilos de coloração rosa intenso, que estão sensíveis ou causam desconfortos durante e imediatamente após a amamentação. Os sintomas de afta no bebé incluem manchas brancas e aumento da vermelhidão na boca do bebé. O bebé também pode apresentar erupção das fraldas, uma alteração no humor e sucção frequente. Consulte o seu médico para obter uma receita de um medicamento antifúngico para cada membro da sua família.

Procure ajuda profissional em caso de dúvidas. Através da MyNurse pode encontrar enfermeiras especializadas e com experiência nesta área, que vão a sua casa e a ajudam nesta fase, evitando maiores ansiedades e preocupações. Registe-se em MyNurse e descubra o profissional mais adequado a si.

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Fonte: Farmácia Saúde

 

Quero saber mais sobre: Slow Parenting

Por Madalena Motta Veiga, psicóloga, parceira MyNurse

No trabalho com crianças e adolescentes surgem, com alguma frequência, problemas relacionados com a ansiedade despertada pela necessidade de perfeição; o “filho perfeito” produto da projecção dos desejos e angústias do adulto; perfeito na escola, nas actividades, nas relações, etc. Estas ocorrências parecem cada vez mais agravadas pela aceleração continua do ritmo de vida, quer do adulto quer, consequentemente, da criança. Com muita regularidade as crianças apresentam-me (queixando-se da falta de tempo para brincar)  com horários semanais das actividades escolares e extra-escolares, com dias a iniciar às 8 horas e a terminar às 21 horas, com actividades obrigatórias ao sábado e com tempo livre apenas ao domingo que é, como me dizem algumas crianças e pais, obviamente para estudar. Note-se que nas treze horas diárias de actividades escolares e extra-escolares, muitas vezes, os intervalos são para refeições e para deslocações.
Precisamente com a finalidade de alterar hábitos e sensibilizar os adultos para as consequências e para as necessidades das crianças têm surgido movimentos e programas de desaceleração, num estilo bem americano: o “slow parenting”. Muitos dos preceitos destes movimentos apoiam-se num conhecimento há muito sustentado pela psicologia.

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É essencial para o desenvolvimento da criança o espaço para o jogo, para brincar, para o ócio, para o silêncio, para a frustração. O jogo ou a brincadeira são assim mediadores de desejo, não apenas para a criança mas também para o adulto (o jogo no adulto assume diferentes formatos, por exemplo, a politica), e como expressão de desejo traz consigo satisfação. A brincadeira está, na criança, relacionada com a inteligência de si mesmo, do mundo que a rodeia e dos outros, ou seja, é através do brincar que a função simbólica desperta, atribui-se sentido às diferentes expressões emocionais e ganha-se experiências de domínio e frustração. A necessidade que a criança tem de brincar ou de jogar parece ser, para os pais, mais fácil compreender do que a importância de momentos de prazer na experiência mais passiva da criança, a angústia que os pais têm do dolce far-niente. Frequentemente oiço pais a censurarem o tempo de desocupação dos filhos, desejam que os filhos não percam tempo e não estejam “prostrados no sofá ou á frente da televisão sem fazer nada”.

No livro “As etapas decisivas da infância” Françoise Dolto alerta-nos para a importância de muitos destes momentos, para a autora alguns adultos parecem temer o que pensam ser o vazio mental do filho, talvez porque, nos seus próprios momentos de ociosidade não encontrem bem-estar. É importante no desenvolvimento que exista espaço para o prazer de ouvir, de olhar, de sentir, de observar, prazeres inteligentes e por vezes meditativos que estimulam a criança para o conhecimento dela e do que a rodeia.
Hoje, o excesso de actividades das crianças associado à falta de períodos de ócio são muitas vezes responsáveis pela ansiedade, pela frustração e pelo entediamento que algumas das crianças sentem.

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Se tiverem interesse em conhecer mais sobre o movimento americano slow parenting deixo aqui alguns links.

http://slowparentingmovement.wordpress.com
http://slowparentingteens.com/
http://slowfamilyliving.com/
http://parenting.blogs.nytimes.com/2009/04/08/what-is-slow-parenting/?_r=0

 

Aprender a cuidar de mim: picadas de insecto

A alergia à picada de insecto, cientificamente chamada de estrófulo, gera sintomas como vermelhidão local, inchaço da área, comichão intensa e saída de um líquido fluido e transparente pelo local da picada.

As reacções provocadas após a picada, agrupam-se em dois tipos de acordo com o insecto em causa:

– Por insectos sugadores ou hematófagos (mosquitos, melgas, pulgas) que provocam reacções locais e geralmente autolimitadas.
– Por insectos que injectam veneno (vespas, abelhas e formigas), os quais podem provocar reacções graves como anafilaxia. Esta é caracterizada por queda da pressão arterial e extrema dificuldade em respirar, devido ao edema de glote. Nestes casos, a reacção é muito rápida e o indivíduo deve ser levado para o hospital o mais rápido possível, pois existe o risco de morte por asfixia.
Ao ter alergia a algum destes insectos, o indivíduo tem cerca de 60% de hipótese de ter uma reacção alérgica igual ou pior se for picado uma outra vez.

As picadas de mosquito são as mais comuns entre nós. Normalmente os mosquitos picam nos braços, pescoço, nos ombros ou em qualquer área que se encontre exposta. Fazem-no numa só área e de forma dispersa, são picadas que causam coceira e inflamam um pouco, mas passados poucos minutos o desconforto diminui. São inofensivas na maior parte dos casos, mas em outros podem transmitir doenças como a Dengue ou a Malária (em países tropicais), por isso perante sintomas como a febre, fadiga e o mal-estar geral deve ir imediatamente ao médico.

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Deve ficar atento à forma como evolui a picada de insecto. Se nota que a marca fica mais vermelha com o passar dos dias, lhe arde, pica demasiado ou está infectada, vá imediatamente ao médico. Se começar com mal-estar geral ou qualquer outro sintoma pouco habitual, deve também procurar o médico.

No caso da picada de abelha a dor é aguda quando esta acontece. A região da picada costumam ficar vermelha, arde e é desconfortável. Este tipo de picadas de insectos são delicadas devido a um grande número de pessoas alérgicas ao veneno das abelhas, se é o caso deve recorrer de imediato a ajuda médica.

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As picadas das pulgas e dos percevejos são muito parecidas. Estes insectos também picam em fila, fazem duas ou três marcas e continuam avançando para continuarem a chupar o sangue. Este tipo de picadas ocorre com frequência nos tornozelos e pés, embora se estivermos num sítio infestado de pulgas, estas podem ocorrer em qualquer parte do corpo. São picadas parecidas às de um mosquito um pouco maiores e que envermelhecem com muita facilidade e causam grande comichão. Deve proceder segundo orientação do seu médico ou farmacêutico.

Para o tratamento da alergia à picada de insecto, recomenda-se passar de imediato gelo no local durante dez minutos. O gelo vai promover uma vasoconstrição e diminuir a inflamação. Depois deve aplicar cremes apropriados para cada caso ou mesmo a toma de anti-histamínicos, aconselhados pelo seu médico ou farmacêutico. Deve evitar coçar a área, pois pode agravar o quadro e gerar uma infecção secundária, que só poderá tratar-se com antibiótico, após consulta médica.

Se, ao ser picado por um insecto, a área ficar cada vez mais inchada, recomenda-se ir ao médico e, se possível, com o insecto que o picou, para que este seja identificado. Isto é importante, pois, se for o caso de uma picada de abelha, por exemplo, é preciso retirar o ferrão deixado por ela para que a ferida seja curada. Recomenda-se proteger do sol o local da picada, particularmente após a aplicação de cremes com corticosteróides.

O maior número de casos de alergias a picadas, em Portugal acontece no verão, já que os insectos aparecem em maior quantidade em regiões quentes e húmidas. Lagos, campos de arroz, e poços têm uma elevada prevalência de mosquitos. Esses insectos são atraídos ou repelidos pelo odor da pele.

A prevenção ainda é a melhor opção: Ds redes mosquiteiras às roupas protectoras e repelentes de insectos. Estes repelentes existem sob a forma de bisnaga, roll-on, spray, selos e pulseiras e aparelhos electrónicos, fixos ou portáteis (a Chicco tem um aparelho próprio para quem tem bebés).

Aprender a cuidar de mim: desidratação, insolação, queimaduras solares: o que são e alguns cuidados a ter

O Sol dá-nos luz, calor, alegria e energia! Mas também pode ser muito perigoso!

Se não tivermos cuidado, o sol pode provocar: desidratação, insolação, queimaduras, descamação, dor, pele vermelha, entre outras.

A desidratação acontece quando o nosso corpo perde água e sais minerais. A água é muito importante para o nosso organismo. Nos dias de calor transpiramos mais e perdemos mais água. Para não desidratarmos, é importante bebermos muita água. Outras formas de se manter hidratado e tratar a desidratação leve a moderada são:
Ir bebendo pequenas quantidades de água;
Ingerir bebidas isotónicas
Chupar gelados feitos de sumos de frutas e bebidas isotónicas
Chupar cubos de gelo
Tente ajudar das seguintes formas:
Remova qualquer excesso de roupa e afrouxe as que não podem ser retiradas
Áreas com ar condicionado são as melhores para ajudar a temperatura do corpo a voltar ao normal e quebrar o ciclo de exposição ao calor
Se o ar condicionado não está disponível, aumente o arrefecimento por evaporação, colocando a pessoa à sombra. Envolva numa toalha molhada.
Se possível, use um borrifador para pulverizar água morna em superfícies expostas da pele para ajudar com a perda de calor por evaporação.
Evite expor a pele a frio excessivo, como compressas de gelo ou água gelada. Isso pode fazer com que os vasos sanguíneos da pele se contraiam, reduzindo em vez de aumentar a perda de calor. A exposição ao frio excessivo também pode causar tremores, que irá aumentar a temperatura corporal – causando o efeito oposto.

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A insolação acontece quando estamos muito tempo ao sol. A desidratação é muito grave e afecta o corpo todo. A insolação caracteriza-se por pele quente, húmida e avermelhada, suores, dor de cabeça, vontade de vomitar e cansaço. Para que isso não aconteça devemos evitar estar muito tempo ao sol, não fazer grandes esforços físicos nos dias de maior calor e beber muita água.

Vá ao médico imediatamente caso se sinta confuso, se começar a delirar e/ou se tiver febre alta e dores musculares.

A exposição directa ao sol pode provocar queimaduras. Nas queimaduras são frequentes a pele quente, vermelha e seca, dor ou ardor e bolhas.

Existem certas zonas de alto risco, que devemos proteger mais do que o normal, durante a exposição ao sol. São elas: o rosto, o contorno dos olhos, os lábios, o nariz, as maçãs do rosto, o peito, as virilhas, a parte interna dos joelhos, os ombros, e as costas. Proteger o rosto atrasa o processo de envelhecimento produzido pelos raios solares. Óculos de sol, com lentes à prova de raios solares, são bastantes úteis. Porque os lábios são revestidos por pele muito fina, é importante protegê-los com batom apropriado. O nariz, devido a ser a parte mais saliente do rosto, tem tendência a avermelhar, recomendando-se protecção extrema. Normalmente os ombros e as costas são as zonas mais expostas ao sol, portanto, mais sujeitas a queimaduras. A barriga é a zona menos sensível, mas nunca devemos esquecer de a proteger.

A exposição ao sol pode causar lesões na pele, nomeadamente uma forma grave de cancro, muitas vezes mortal, conhecida como melanoma. Por isso:
Faça uma exposição progressiva ao sol, começando por período curtos nos primeiros dias;
Evite a exposição aos raios solares mais fortes (entre as 11 horas e as 16h30);
Use óculos escuros que ofereçam uma protecção eficaz;
Utilize sempre um protector solar adequado à sua pele e aplique-o 30 minutos antes de se expor ao sol, para que tenha tempo de penetrar na pele;
Volte a aplicar o protector durante o dia, principalmente depois de ir à água;
Não use perfume, loção da barba ou cosméticos que contenham álcool: tornam a pele mais sensível ao sol;
Beba líquidos com frequência, pois ajudam a hidratar o corpo e a pele.

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Cuidados especiais com as crianças:
Aplicar sempre um creme com factor de protecção igual ou superior a 50;
Os bebés até 1 ano devem estar pouco tempo na praia ou na piscina e sempre à sombra;
Depois desta idade, as crianças já podem estar ao sol, mas não devem ficar paradas;
Devem usar chapéu e tshirt.
Estas medidas de protecção devem ser tomadas mesmo que:
O céu esteja nublado, porque as radiações atravessam as nuvens;
Permaneça debaixo de um toldo ou chapéu-de-sol, onde os raios solares incidem de forma indirecta;
Haja vento ou esteja dentro de água, num barco ou colchão, pois os riscos mantêm-se, apesar da sensação de frescura.

 

Aprender a cuidar de mim: O efeito do calor nos bebés

Por: Carmen Ferreira, Enfermeira, Blog bebé saudável

Por estes dias, uma onda de calor invade o nosso país. Quem (ainda) não reparou que o comportamento do nosso bebé mudou depois deste calor chegar?

Pois é, o calor tem um impacto no comportamento e padrão de alimentação dos bebés, especialmente dos mais pequeninos.

O que devemos esperar nos próximos dias?

O bebé recém-nascido fica mais adormecido com o calor, precisando de estimulos maiores para acordar e ser amamentado (DICA: podemos despir o bebé e usar a técnica da muda da fralda para despertar o bebé);
O bebé fica mais irritado e com dificuldade em estar tranquilo nos espaços muito aquecidos (DICA: arrefecer a casa, com ventoinha. Atenção aos ares condicionados pois secam muito as mucosas do bebé e podem desenvolver problemas respiratórios. O ideal é uma ventoinha a refrigerar o espaço quando o bebé não está lá e diminuir a entrada directa do sol. Podem também usar roupas mais frescas e MENOS quantidade de roupa, por vezes ir à mama só de fralda é suficiente!);
Pedem mais mama, para hidratação! (DICA: oferecer mama à vontade, em horário livre!)
Adormecem mais na mama, devido ao calor e também se estão mais irritados gastam as suas forças no choro e menos na mama…(DICA: ir estimulando mais o bebé com cócegas nos pés ou até mesmo uma compressa embebida em água e passsar pelas pernas para se manter a mamar);

MAIS DICAS:
O banho pode ser mais regular nestes dias;
Em crianças maiores, por vezes só brincar com um a água já ajuda a arrefecer a temperatura corporal e… adoram!
Protejam o bebé do sol e evitem sair nas horas de maior calor.

 

O que me faz bem: a romã!

A romã tem sido apontada como um ‘superalimento’ e um novo estudo do instituto suíço EPFL confirma que há razão para isso: há certas bactérias no nosso intestino que, quando entram em contacto com uma molécula presente na romã, fazem com que as células musculares se protejam contra o envelhecimento.

Embora os ensaios clínicos em seres humanos ainda estejam a decorrer, a investigação em vermes nemátodos e roedores mostrou resultados promissores.

A investigação, cujos resultados iniciais foram publicados na revista Nature Medicine, foca-se nas mitocôndrias, que têm um papel essencial na manutenção da energia celular.

À medida que envelhecemos, o nosso organismo tem cada vez mais dificuldade em renovar as mitocôndrias, fazendo que estas se degradem. Esta degradação afeta a saúde de muitos tecidos, incluindo os músculos, que enfraquecem gradualmente ao longo dos anos.

Suspeita-se mesmo que uma acumulação de mitocôndrias disfuncionais leva ao desenvolvimento de doenças do envelhecimento como o Parkinson.

Foi identificada na romã uma molécula que, por si só, consegue restabelecer a capacidade de renovar as mitocôndrias defeituosas: a molécula urolithin A.

“É a única molécula conhecida que consegue renovar o processo de limpeza mitocondrial”, diz Patrick Aebischer, co-autor do estudo. “É uma substância completamente natural com um efeito poderoso.”

Os testes realizados em vermes nemátodos, que aos 8-10 dias de idade já são considerados idosos, aumentaram a vida útil destes em 45%.

Nos ratos, foi possível deduzir-se que os efeitos da urolithin A aumentaram o processo de renovação celular. Em testes de resistência física, ratos envelhecidos mostraram mais 42 por cento de resistência que os ratos do grupo de controlo.

Esta molécula milagrosa não está presente na romã: o que está presente na fruta é um precursor que, ao entrar em contacto com certas bactérias do intestino, é transformado em urolithin A.

Nem todas as pessoas têm estas bactérias intestinais e mesmo as que têm produzem quantidades de urolithin A. diferentes, com algumas pessoas a produzir quantidades significativas e outras muito pouco.

Para que todos possam beneficiar dos efeitos da romã, os investigadores da EPFL  fundaram uma empresa start-up, a Amazentis, que vai desenvolver um método de entregar doses personalizadas de urolithin A. a pacientes.

O futuro desta investigação depende dos ensaios clínicos em pessoas que estão a ser desenvolvidos no momento em hospitais europeus.

Fonte: Boas Notícias